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Pharol passa de lucros a perdas de 1,7 milhões no semestre

A empresa liderada por Luís Palha da Silva passou de lucros a perdas entre o primeiro semestre de 2019 e o deste ano, essencialmente devido aos custos operacionais recorrentes de 1,4 milhões de euros.

Luís Palha da Silva
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 24 de Julho de 2020 às 19:15
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O resultado líquido da Pharol no primeiro semestre de 2020 foi negativo em 1,74 milhões de euros, contra lucros de 24,78 milhões um ano antes, anunciou a empresa no comunicado das contas divulgado na CMVM.

 

Segundo a Pharol, as perdas foram essencialmente justificadas pelos custos operacionais recorrentes de 1,4 milhões de euros – que, ainda assim, diminuíram 32% face ao período homólogo do ano passado.

 

"A política de contenção e disciplina nos custos, intensificada com o ocorrer da pandemia covid-19, permitiu uma redução nos custos operacionais recorrentes de 32%", refere.

 

A empresa liderada por Palha da Silva (na foto) sublinha também que a participação da Pharol na operadora brasileira Oi terminou o semestre com uma valorização de 1,9 milhões de euros, finalizando em 64,5 milhões de euros, "tendo o ganho na cotação (20,6 milhões de euros) sido em grande parte anulado pela desvalorização cambial do real no investimento (18,7 milhões de euros)".

 

Já os capitais próprios aumentaram em 154 mil euros, terminando este primeiro semestre de 2020 nos 131,7 milhões de euros, refletindo a valorização da participação na Oi e as perdas de 1,7 milhões de euros.

 

Já o EBITDA recorrente foi negativo em 1,4 milhões de euros, contra os 2 milhões negativos nos primeiros seis meses de 2019.

 

"O primeiro semestre de 2020 ficará, para todas as economias e todas as empresas, marcado pelo desencadear da pandemia covid-19. A redução brutal das actividades em consequência de menores consumos e o adiamento ou abandono de projectos de investimento ditaram muito gravosas consequências para cidadãos, empresas e Estados, no curto, médio e longo prazo, que só não atingiram maiores proporções devido à rápida e massiva interferência das autoridades monetárias", salienta Palha da Silva na sua mensagem constante do relatório e contas.

 

E prossegue: "Puderam assim ser evitadas, pelo menos durante um período, falências em cadeia, e pôde manter-se os custos de financiamento das economias nos baixos níveis a que nos habituámos".

 

A cotação da Oi, principal activo da Pharol, "apresentou, apesar deste ambiente menos favorável e da desvalorização do real, desenvolvimentos positivos que, no fim do semestre, acabaram por se traduzir num ganho para o valor da participação e permitem franco optimismo para o futuro a curto e médio prazo: aceitação generalizada do plano estratégico gizado, resultados palpáveis na área operacional, em particular no aumento de receita em fibra, avanços consideráveis no processo de alienação de activos e acrescida credibilidade da equipa executiva da companhia", diz ainda.

 

"No que à venda de activos diz respeito, recebemos com profunda satisfação a notícia de várias ofertas para o negócio móvel, com valores acima dos mínimos definidos, o que permite antever forte concorrencialidade na definição do preço final e interessante impacto na capacidade de investimento e no comportamento bolsista da Oi", afirma o CEO da Pharol.

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