Greve parcial do Metro de Lisboa vai durar seis dias
Segundo a dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), Anabela Carvalheira, estes três dias de protesto têm o mesmo propósito do que a greve já anunciada para os dias 9, 10 e 11 de Dezembro, pelo que haverá no total seis dias de paralisação a partir da próxima semana.
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A circulação do Metro de Lisboa vai estar com perturbações ao longo de todo o período de funcionamento - das 06:30 às 01:00 -, uma vez que a paralisação se reflecte nas "três primeiras horas de cada primeiro período de serviço de cada maquinista", disse a dirigente, acrescentando que ainda não estão definidos os serviços mínimos para estas greves.
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"É uma luta apenas dos maquinistas e tem a ver com questões específicas da alteração de organização do trabalho", explicou a sindicalista, dando como exemplo "a marcação de férias, que é um direito e que querem considerar um mérito".
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Anabela Carvalheira afirmou ainda que o Metropolitano de Lisboa tem falta de maquinistas e explicou que "a empresa quer obrigar estes maquinistas a fazer trabalho de mais do que um trabalhador". "Isto não é possível, além de que esta situação pode potenciar a falta de segurança no Metro", alertou.
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De acordo com a sindicalista, os trabalhadores do Metropolitano pretendem que "sejam suspensas as alterações [de organização do trabalho dos maquinistas] e que se encontre uma solução, desde logo a contratação de mais maquinistas".
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A convocação destes seis dias de greve foi decidida no mesmo dia em plenário de trabalhadores, porém resolveu-se "entregar um pré-aviso de cada vez", explicou Anabela Carvalheira.
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Em relação ao contexto político da marcação das greves, a dirigente da Fectrans revelou que foram decididas antes da entrada em funções do actual Governo. "Acreditamos que a entrada deste Governo vai ser diferente e que a solução vai ser encontrada", considerou Anabela Carvalheira, adiantando que têm já agendada uma reunião com o secretário de Estado dos Transportes, na segunda-feira, às 10:00.
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Questionada sobre se há possibilidade de desconvocar as greves tendo em conta o resultado da reunião com a tutela, a sindicalista afirmou que "até à altura do início da greve há sempre hipótese de desconvocar" a paralisação.
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Estas greves foram convocadas por quatro estruturas representativas dos trabalhadores: FECTRANS, Sindicato dos Trabalhadores da Tração do Metropolitano (STTM), Sindicato da Manutenção do Metropolitano (SINDEM) e Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA).
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