Aviação ANA confirma “empenho para avançar com o investimento no Montijo”

ANA confirma “empenho para avançar com o investimento no Montijo”

A gestora dos aeroportos nacionais diz que regista que não tenha havido acolhimento das propostas alternativas que apresentou, mas salienta que “se inicia agora uma nova fase”.
ANA confirma “empenho para avançar com o investimento no Montijo”
Maria João Babo 22 de janeiro de 2020 às 13:09

A ANA – Aeroportos de Portugal reagiu esta quarta-feira à decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de emitir a declaração de impacte ambiental favorável, mas condicionada, ao projeto do aeroporto do Montijo, considerando-a "positiva", no sentido em que "viabiliza em definitivo a concretização do projeto aeroportuário de Lisboa e estabiliza a solução dual composta pelo Aeroporto Humberto Delgado e o aeroporto do Montijo, nos termos definidos pelo Governo".

 

"Confirma-se assim o empenho da ANA para avançar com o investimento no Montijo", salienta ainda a gestora dos aeroportos nacionais numa declaração, onde diz também que "regista igualmente, que não houve acolhimento das propostas alternativas enviadas pela empresa na alegação dirigida à APA".

 

A empresa refere ainda que se "inicia agora uma nova fase do projeto, focado na execução e RECAPE, na qual serão analisados de forma mais detalhada alguns aspetos práticos dos compromissos ambientais e sua implementação, no âmbito da negociação com o Estado concedente e nos termos do acordo assinado em janeiro de 2019".

A APA emitiu esta terça-feira à noite a DIA favorável, mas manteve o quadro de medidas de minimização e compensação (cerca de 160) a que a ANA terá de dar cumprimento. As medidas ambientais ascendem a cerca de 48 milhões de euros, destacando-se as que dizem respeito aos impactes sobre a avifauna, o ruído e na mobilidade.

Nesta última área, a APA manteve a obrigatoridade de, em resposta ao aumento de procura perspetivado, a gestora dos aeroportos nacionais ter de assegurar o reforço da frota da Transtejo, suportando a aquisição de dois navios de propulsão elétrica, uma exigência que a ANA chegou a criticar.


Em resposta à decisão preliminar tomada pela APA no final de Outubro, a ANA veio, em dezembro, dizer estar de acordo com a maioria das 159 propostas apresentadas, mas que "algumas requerem um debate mais aprofundado para avaliação da sua exequibilidade e benefício ambiental". A empresa dizia ainda ter proposto a criação de um fundo "com um sistema de governança colegial", com o objetivo de "potenciar as ações de mitigação e compensação dos impactes ambientais das aeronaves", o qual seria financiado também pelos operadores "em função do seu impacto ambiental".



(Notícia atualizada com mais informação às 13:23)

 




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