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Companhias aéreas pedem à Comissão Europeia para rasgar acordo com a Qatar Airways

Em causa estão as acusações de corrupção e conflitos de interesses endereçadas a Henrik Hololei, que supervisionou as negociações com o Qatar e que culminou com o despedimento do alto funcionário da UE.

Companhias áreas pedem à Comissão Europeia para rasgar acordo com a Qatar Airways.
Companhias áreas pedem à Comissão Europeia para rasgar acordo com a Qatar Airways. Roman Vondrous (CTK via AP Images)
18 de Fevereiro de 2026 às 22:26

As grandes companhias aéreas europeias estão a pedir a Bruxelas para "rasgar" o acordo assinado com o Qatar em 2021, que abriu o espaço aéreo da União Europeia (UE) à Qatar Airways. Em causa está a demissão de Henrik Hololei, antigo Diretor-Geral dos Transportes na Comissão Europeia, após uma investigação interna ter alegadamente revelado que o alto funcionário aceitou viajar para o país do Médio Oriente com bilhetes pagos pela Qatar Airways em troca de informação confidencial sobre o processo de negociação.

Numa carta endereçada a Bruxelas e a que o , os CEO da Lufthansa, da Air France-KLM e da SAS apelam a que, "enquanto questões como corrupção, influência indevida e conflitos de interesse permanecerem sem solução", o acordo seja "suspenso imediatamente". "Um acordo que concede acesso ilimitado ao mercado da aviação da UE não pode continuar a ser aplicado provisoriamente quando as condições de negociação não cumprem os padrões mais básicos de transparência e responsabilização", escrevem ainda. 

Quando o processo de investigação foi aberto pela Comissão Europeia, Hololei demitiu-se do seu cargo como Diretor-Geral dos Transportes, mas não abandonou Bruxelas. Foi, em vez disso, transferido para outro departamento como conselheiro sénior, onde permaneceu até ao final do mês passado, quando foi finalmente despedido depois de a investigação interna ter chegado ao fim. 

Apesar de o acordo ter sido assinado em 2021, o mesmo está a ser aplicado apenas de forma provisória, uma vez que doze países europeus ainda não o ratificaram - uma lista que inclui a Alemanha, França e ainda os Países Baixos. As companhias aéreas europeias argumentam que o acordo com o qatar e outros semelhantes abrem portas ao que dizem ser concorrência desleal, uma vez que estes operadores não têm de cumprir as mesmas regras ambientais nem os mesmos limites aos investimentos por parte do Estado que as empresas do Velho Continente têm de seguir. 

Ao Financial Times, uma fonte governamental do Qatar afirmou que o país "trabalha em estreita colaboração com a UE para apoiar objetivos comuns numa série de questões importantes", algo que é feito em "total conformidade com as leis e regulamentos internacionais". "Qualquer outra sugestão de que o Qatar tenha agido fora destes quadros é infundada e categoricamente rejeitada", acrescenta. A Qatar Airways não respondeu às perguntas do jornal britânico. 

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