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Há 300 voos da Ryanair cancelados em Portugal

Os aeroportos de Lisboa e Porto vão ter mais de 300 voos afectados até ao final de Outubro. A lista quase integral já está disponível. As ligações para Londres, Paris, Barcelona e Bruxelas são as mais afectadas, além da própria ligação entre Lisboa e Porto.

Bloomberg / Reuters / Getty Images
18 de Setembro de 2017 às 19:45

A Ryanair vai cancelar mais de 300 voos previstos de e para Portugal até ao final de Outubro, contabilizou o Negócios.

Na lista de voos cancelados de 25 de Setembro a 28 de Outubro (pode ver todos no final da notícia) contabilizam-se 316 voos cancelados com origem ou destino em Lisboa e Porto. A isto juntam-se 40 voos já anunciados até esta quarta-feira, 20 de Setembro. No balanço ainda não se contam os dias 21 a 24 de Setembro, cujos cancelamentos a Ryanair pretende anunciar "em breve".

Todas as segundas-feiras, durante cinco semanas, prevê-se o cancelamento de 8 voos, num total de 40. As rotas abrangidas são as do Porto para Barcelona e Londres e as de Lisboa para Porto e Londres, com os respectivos regressos.

Às terças-feiras, durante cinco semanas, haverá 6 voos cancelados, num total de 30. As rotas integradas neste dia são as de Lisboa para Londres e do Porto para Londres e Paris.

Às quartas, e durante cinco semanas, prevêem-se oito voos cancelados por dia nas rotas portuguesas. As ligações de Lisboa para Londres e Bruxelas e do Porto para Londres e Barcelona estão comprometidas.

Às quintas, os aviões da Ryanair não vai voar de Lisboa para Londres e Porto e, depois, da Invicta para Paris e Londres. As interferências dão-se durante cinco semanas, com oito voos diários, num total de 40.

A sexta é o dia mais afectado, com 60 voos cancelados até ao final de Outubro. Há 12 voos por dia que deixam de se realizar: de Lisboa para Londres e Bruxelas e do Porto para Barcelona, Paris e Londres, com os respectivos regressos.

Aos sábados, vai não vai ser possível fazer a viagem do Porto para Barcelona, Paris e Milão e de Lisboa para Londres e Porto. São 50 voos afectados num prazo de cinco semanas, num total de 10 por cada sábado.

As paragens aos domingos vão durar quatro semanas e afectar 56 voos. São 14 voos por cada domingo: de Lisboa para Londres, Porto e Terceira e ainda do Porto para Madrid, Barcelona, Londres e Luxemburgo.

Recorde-se que, na maioria das rotas, a Ryanair tem mais do que um voo diário para estes destinos, podendo os passageiros afectados tentar a sua sorte noutros voos para o mesmo destino no mesmo dia. Por isso mesmo, é aconselhável a consulta da referência do voo por parte dos passageiros, para confirmar se o seu é o voo realmente afectado.

2% da operação afectada

A Ryanair já informou que apenas 2% dos clientes serão afectados, prometendo enviar um e-mail a informar todos eles das alterações. Estes cancelamentos foram alocados para os maiores aeroportos da Ryanair e para rotas com múltiplas frequências diárias", explicou a companhia.

Entretanto, foi também realizada uma conferência de imprensa onde a empresa estimou custos de 20 milhões de euros em compensações. Os analistas ouvidos pela imprensa internacional dizem que poderá não ser suficiente e falam em custos de 35 milhões.

A Ryanair já tinha anunciado que iria cancelar entre 40 a 55 voos todos os dias durante seis semanas, coincidindo com o final de Outubro. Até agora, a lista só tinha disponibilizada até ao dia 20 de Setembro, levando à revolta de milhares de passageiros online pelo prazo reduzido com que estavam a ser informados do cancelamento dos voos bem como a incerteza de apanhar um voo de ida e não saber se o regresso estará garantido.

A empresa justificou a decisão com a necessidade de melhorar a sua pontualidade, que caiu abaixo dos 80% nas duas primeiras semanas de Setembro, devido a greves, atrasos na gestão de tráfego, mau tempo. Contudo, tem sido também noticiado que poderá estar em causa uma falta de pilotos – a rival Norwegian confirmou ter recrutado mais de 140 pilotos da Ryanair este ano – aumentando o aperto relativo ao pessoal disponível.

A empresa justificou a decisão com a necessidade de melhorar a sua pontualidade, que caiu abaixo dos 80% nas duas primeiras semanas de Setembro, devido a greves, atrasos na gestão de tráfego, mau tempo. Contudo, tem sido também noticiado que poderá estar em causa uma falta de pilotos – a rival Norwegian confirmou ter recrutado mais de 140 pilotos da Ryanair este ano – aumentando o aperto relativo ao pessoal disponível.

A companhia nega a falta de pilotos e pede "desculpa" – numa afirmação atribuída ao CEO Michael O’Leary – por "ter feito asneira" na marcação das escalas dos pilotos ao abrigo das novas regras europeias. Segundo as mesmas, um piloto só pode voar 900 horas por ano e 100 horas por mês. Na Irlanda, esta contabilização iniciava-se no mês de Abril de cada ano enquanto outros estados-membros da UE iniciavam essa contagem em Janeiro. Essa circunstância obrigou, segundo O'Leary, a empresa a conceder férias ao pessoal nos quatro meses que faltam até ao final do ano.

"Fizemos asneira no planeamento das férias dos pilotos e estamos a trabalhar para corrigi-lo", afirmou o responsável de marketing da Ryanair, Kenny Jacobs, na referida conferências de imprensa.

No seu "site", a transportadora dá duas hipóteses aos passageiros afectados: pedir o reembolso do voo cancelado, recebendo o valor no prazo de sete dias, ou alterar gratuitamente as datas dos voos. A única referência a eventuais indemnizações surge numa referência ao regulamento comunitário com o número 261, aprovado em 2004, mas sem indicações concretas de como os clientes devem proceder.

No seu "site", a transportadora dá duas hipóteses aos passageiros afectados: pedir o reembolso do voo cancelado, recebendo o valor no prazo de sete dias, ou alterar gratuitamente as datas dos voos. A única referência a eventuais indemnizações surge numa referência ao regulamento comunitário com o número 261, aprovado em 2004, mas sem indicações concretas de como os clientes devem proceder.

De acordo com o jurista Paulo Fonseca da associação de defesa do consumidor Deco, citando legislação comunitária, os passageiros têm direito a uma indemnização que pode ir dos 250 aos 400 euros de acordo com a distância da viagem. "Os passageiros podem ou solicitar o reembolso do bilhete, ou ir no voo logo que possível, mas tem sempre direito à assistência (refeições, bebidas, chamada telefónica, alojamento) e à indemnização", explicou.

É ainda referida pelo jurista a antecedência mínima de sete dias que a lei prevê para o aviso de cancelamento de voos, prazo que, até agora, não está a ser cumprido pela companhia. A imprensa internacional fala em pelo menos 400 mil passageiros afectados.

A lista completa dos voos cancelados:

É ainda referida pelo jurista a antecedência mínima de sete dias que a lei prevê para o aviso de cancelamento de voos, prazo que, até agora, não está a ser cumprido pela companhia. A imprensa internacional fala em pelo menos 400 mil passageiros afectados.

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