CGD prepara emissão de 500 milhões de dívida "verde". Juro indicativo próximo de 3,9%
O banco público está no mercado para uma colocação "callable", isto é, na qual o emitente pode reembolsar os investidores antes do fim do prazo estipulado na emissão da dívida.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está no mercado para uma emissão de 500 milhões de euros de dívida "verde". O banco liderado por Paulo Macedo procura colocar obrigações com um prazo de seis anos, que podem ser reembolsadas um ano antes.
Na abertura dos livros de ordens, o prémio situa-se entre 100 a 105 pontos-base sobre o "mid swap" deste prazo, atualmente nos 2,97%. Ou seja, a dívida da CGD aponta para um pagamento de juros entre os 3,97% e os 4,02%. A informação está a ser avançada pela agência de notícias financeiras Bloomberg, que cita fonte conhecedora do processo.
De acordo com a informação divulgada, a CGD planeia fazer uma emissão "callable", isto é, na qual o emitente pode reembolsar os investidores antes do prazo final da emissão, neste caso, no quinto ano da subscrição. Trata-se de dívida sénior, o que significa que tem prioridade sobre outras tipologias de dívida.
A referência a dívida "verde" diz respeito a financiamento que é captado e que será usado em projetos com fins ambientais sustentáveis. Esta dívida também é conhecida como emissão de "green bonds".
Em setembro do ano passado, o banco público também fez uma emissão obrigacionista de 500 milhões de euros de dívida verde, pagando um juro de 3%. Na época, a procura foi sete vezes superior à oferta.
A captação de capital acontece pouco tempo depois de a Caixa Geral de Depósitos ter apresentado os resultados relativos ao primeiro trimestre do ano, lucrando 397 milhões de euros, uma subida ligeira face aos 393 milhões registados no período homólogo.