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Pedro Nuno Santos: "Nacionalização da Groundforce só resolvia problema a Alfredo Casimiro"

O ministro das Infraestruturas recusou a nacionalização da Groundforce, que poderia resultar num pedido de indemnização ao Estado, e garantiu que "insolvência não é sinónimo de falência". Pedro Nuno Santos assegura que não há nenhuma intenção de encerrar a empresa de handling ou despedir trabalhadores.

Manuel de Almeida
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 18 de Maio de 2021 às 11:21
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O ministro das Infraestruturas e da Habitação mostrou-se esta terça-feira no Parlamento contra a nacionalização da Groundforce como forma de resolver os problemas da empresa, considerando que essa solução só iria resolver o problema do seu acionista maioritário.


"O Governo discorda em absoluto" que a nacionalização é solução para os problemas da Groundforce. A nacionalização não resolvia problema da Groundforce, resolvia sim o problema a Alfredo Casimiro", afirmou Pedro Nuno Santos, explicando que essa opção só iria permitir "a sua vitimização, gerar litigância e levar o dono da Pasogal, que possui 50,1% da empresa de handling, a "exigir uma indemnização ao Estado, que o Estado entende que ele não tem direito".


O ministro das Infraestruturas garantiu assim que a opção da nacionalização "está excluída pelo Estado", salientando que continua à procura de uma solução que proteja os trabalhadores, a TAP e a continuidade do serviço.


Para Pedro Nuno Santos, o pedido de insolvência da Groundforce que a TAP fez na semana passada é o "o culminar de uma situação insustentável".


"A insolvência não é sinónimo de falência", disse, acrescentando que "o que queremos é encontrar um contexto que permita à TAP propor uma solução definitiva para a Groundforce".


"Não temos nenhuma intenção de encerrar a Groundforce e despedir trabalhadores, mas terminar com situação que é insutentável", frisou o ministro, que recordou ainda as várias "tentativas da TAP para ajudar a resolver a situação", que passaram inicialmente por adiantamentos para viabilizar o pagamento de salários, até à compra dos equipamentos, que acabou por ser objeto de uma "tentativa de anulação da operação".


"A TAP não podia aguentar mais. Houve um basta, que é marcado pelo pedido de insolvência", afirmou, lembrando que pelas regras europeias "com nacionalização, conversão de créditos em capital ou aumento de capital, uma participação maioritária da TAP tem sempre de ser temporária".

 

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