TAP tem de vender participação da Cateringpor e handling até 30 de junho
Bruxelas decidiu dar mais tempo para que a TAP consiga vender dois dos seus ativos no âmbito do plano de reestruturação assinado em 2021. Posição na Cateringpor já está à venda por 9,6 milhões de euros, mas ainda falta a SPdH.
A Comissão Europeia autorizou a que o plano de reestruturação da TAP fosse prolongado até 30 de junho deste ano, mediante a falha em concluir a venda dos dois ativos a que estava obrigada. Bruxelas deu até ao fim do primeiro semestre de 2026 para que a companhia portuguesa se desfaça das participações do handling e da Cateringpor.
"A Comissão prorrogou o prazo para a alienação da sua participação na SPdH [Serviços Portugueses de Handling, hoje Menzies Aviation] e na Cateringpor até 30 de junho de 2026. Esta alienação é uma condição para a aprovação do auxílio à reestruturação concedido por Portugal à TAP em dezembro de 2021", lê-se na mensagem de Bruxelas.
De recordar que o apoio à TAP foi aprovado pela Comissão Europeia a 21 de dezembro de 2021, onde a então vice-presidente executiva Margrethe Vestager anunciou remédios. Entre as condições para a "luz verde" ao apoio estatal estava a venda de 18 slots diários que a TAP tinha no Aeroporto de Lisboa, o correspondente a 5%, com estes a ficarem sob a alçada da easyJet, e a venda da participação no handling e na empresa de catering e o bloqueio da frota a 99 aeronaves.
O CEO da TAP, Luís Rodrigues, revelou em dezembro que "não foi possível fazer tudo ao mesmo tempo", referindo-se à alienação do handling e do catering e ainda à privatização de uma fatia minoritária da TAP, cujo processo está atualmente a decorrer com os grupos de aviação Air France-KLM, IAG e Lufthansa na corrida.
A TAP lançou o concurso público para vender 51% da Cateringpor a 30 de dezembro, colocando um preço-base de 9,6 milhões de euros nas 357 mil ações que está a vender. O valor da operação vai reverter para o Estado, tal como o Governo já tinha anunciado. Entre os requisitos para a venda da sua posição na Cateringpor, a empresa refere que os interessados "devem ter experiência no setor do catering há, pelo menos, cinco anos, e na operação em aeroportos de categoria igual ou superior à do Aeroporto Humberto Delgado".
Mais lidas