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Brisa mantém atual administração em funções

A assembleia geral da empresa liderada por Vasco de Mello, realizada esta terça-feira, não tomou decisões sobre a eleição dos órgãos sociais para o novo triénio por não ter ainda a aprovação da Concorrência europeia à venda que ditará uma alteração acionista.  

#20 - Vasco de Mello
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 15 de Setembro de 2020 às 17:31
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A Brisa, que tinha agendada para esta terça-feira a continuação da assembleia geral anual realizada a 6 de maio para a eleição dos órgãos sociais para o triénio 2020-2022, vai manter a atual administração em funções.

Ao Negócios, fonte oficial da empresa liderada por Vasco de Mello explicou que, "na ausência de decisão da autoridade europeia de concorrência sobre a operação de venda, não estão reunidas as condições para a apresentação de uma lista dos órgãos sociais, para o novo triénio". Por essa razão, acrescentou, "a assembleia não tomou qualquer deliberação sobre esta matéria", razão pela qual, "para já, os atuais órgãos sociais manter-se-ão em funções."

Na assembleia geral de maio a Brisa suspendeu a discussão desse ponto da ordem de trabalhos, agendando a continuação da reunião de acionistas para 31 de julho, tendo voltado a ser adiada.

Na altura, a empresa disse que a decisão foi tomada "por solicitação dos representantes dos acionistas, que consideraram que na fase presente de concretização do processo de venda de uma parte muito significativa do capital da sociedade, não estarão ainda reunidas as condições para eleger os novos órgãos sociais para o triénio 2020-2022".


Em abril o grupo José de Mello e o fundo Arcus anunciaram ter chegado a acordo para a venda de 81,1% da Brisa a um consórcio constituído pelos holandeses da APG, os coreanos da NPS e os suíços da SLAM.


O grupo José de Mello vai manter uma posição representativa de 17% dos direitos de voto e Vasco de Mello passará a ser chairman. O ex-ministro da Economia  António Pires de Lima tem sido o nome apontado para o lugar de CEO.


A operação de venda ficou condicionada à obtenção da aprovação da Concorrência europeia (DG Comp), que já confirmou ter sido notificada em finais de agosto e prevê, como prazo provisório, tomar uma decisão até ao dia 29 de setembro.

 

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