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Concorrente da Uber na China associa-se a banco para facilitar crédito automóvel

A empresa Didi Kuaidi, concorrente da Uber Technologies no mercado chinês, associou-se ao China Merchants Bank para facilitar o acesso a crédito automóvel aos seus 14 milhões de condutores.

Correio da Manhã
Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 26 de Janeiro de 2016 às 12:11
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Na luta por quota de mercado na China, a Didi Kuaidi – concorrente da Uber apoiada por gigantes da tecnologia como a Alibaba – decidiu aliar-se a um banco local para facilitar o acesso a crédito aos seus condutores, noticia a Bloomberg. Isto numa altura em que a Uber anunciou que vai expandir a sua actividade a 18 novas cidades. O plano é operar em 100 cidades até ao final do ano.

No âmbito desta parceira, o China Merchants Bank está a providenciar empréstimos e planos de pagamento específicos para condutores qualificados. A Didi, que opera actualmente em 400 cidades na China e conta com 250 milhões de utilizadores, planeia desenvolver também, no âmbito desta parceria, cartões de débito e crédito com o banco, que oferecem descontos e vantagens específicas para os condutores.

A competição ao nível dos transportes de passageiros é cada vez maior, com a Uber a anunciar esta terça-feira que vai expandir os seus serviços a 18 novas cidades em três províncias do país, com uma cobertura total de 55 cidades até ao final de Fevereiro. O plano da Uber é estar a operar em 100 cidades chinesas até ao final de 2016.

Os condutores "terão, em algum momento, de substituir os seus carros ou comprar novos, então este plano vai permitir a estes condutores obter viaturas de forma mais económica", explicou Jean Liu, presidente da Didi. A empresa, que é apoiada pelas gigantes tecnológicas Alibaba e Tencent Holdings, não quis adiantar quando o China Merchants Bank investiu neste negócio.

A empresa e a Uber competem por quota de mercado na China e estão a apostar em criar incentivos para atrair condutores e clientes para os seus serviços. A procura por aluguer de carros com condutor aumentou à medida que os clientes se mostram cada vez mais frustrados com o serviço tradicional de táxis, e optam por gerir a forma como se movem pela cidade através das aplicações de telemóvel disponibilizadas por estes serviços, escreve a Bloomberg.

A Comissão de Transportes de Pequim é muito crítica quanto a este tipo de serviços, argumentando que estes contribuem significativamente para aumentar o trânsito, ao colocarem cerca de 60 mil carros a circular todos os dias.

Liu, por sua vez, argumenta que os seus clientes não são os mesmos que usam tradicionalmente os transportes públicos, e que a empresa está a contribuir para diminuir o número de carros privados a circular.

A preocupação sobre o número total de carros a circular tem especial relevância numa altura em que Pequim vai gastar 16,5 mil milhões de yuans (2,32 mil milhões de euros) este ano para melhorar a qualidade do ar, avançou a agência de notícias oficial da China. Além disso, as autoridades quem retirar 200 mil automóveis das estradas em 2016.

Estas decisões têm lugar depois de a 7 de Dezembro, e pela primeira vez na história, a cidade ter ficado em alerta vermelho por três dias devido à poluição atmosférica, o que resultou em escolas fechadas, na proibição de actividades ao ar livre e na restrição da circulação de veículos.

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