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Maersk separa actividades de navegação e energia

O maior grupo dinamarquês vai aumentar a integração entre o negócio de transporte e logística e admite vários cenários para a área energética, que pode passar pela desvinculação do grupo.

Bruno Simão
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 22 de Setembro de 2016 às 10:51
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A maior companhia da Dinamarca, a Maersk, anunciou a separação em empresas distintas dos seus principais negócios, a navegação e a energia, mantendo como actividade "core" o transporte e a logística, de que é o maior operador mundial de contentores.

O anúncio foi feito esta quinta-feira, 22 de Setembro, pela empresa. O negócio petrolífero vai ser autonomizado e concentrar-se  na "optimização e reforço da sua posição nas zonas dinamarquesa, britânica e norueguesa do Mar do Norte," refere o comunicado citado pela Bloomberg.

A administração da Maersk admite várias possíveis soluções para a área energética, marcada pela queda dos preços do petróleo nos últimos anos, a serem definidas em 24 meses. Os cenários em estudo podem passar por joint-ventures, fusões ou abertura de capital em bolsa ou mesmo pela saída total do negócio da alçada da empresa.

A separação da empresa liderada por Soren Skou surge numa altura em que o sector mundial de transporte marítimo se confronta com um ambiente de forte concorrência e descida das taxas de fretes. O grupo - que em Dezembro passado suspendeu a actividade no porto de Lisboa, justificada com a greve dos estivadores -  antecipava no início do ano um aumento do comércio internacional entre 1% e 3% em 2016, uma revisão em baixa face às primeiras previsões, que apontavam para uma retoma de 4% a 5%.


Este contexto deixou em situação difícil empresas como a Hanjin Shipping. A companhia coreana entrou nas últimas semanas em insolvência e ficou com dezenas de embarcações impedidas de descarregar mercadorias no valor de 12,46 mil milhões de euros em portos por todo o mundo.

A Hanjin conseguiu obter do seu principal credor – o Korea Development Bank - um empréstimo de 50 mil milhões de won coreanos (40,36 milhões de euros ao câmbio actual), a serem usados apenas depois de esgotados os fundos disponíveis para permitir a descarga de mercadoria a bordo das embarcações.

Na quarta-feira, o maior accionista da companhia, a Korean Air Lines, concedeu um crédito de 48,43 milhões de euros, que se junta a mais 40 milhões de euros cedidos pelo presidente do grupo e pela presidente da Hanjin Shipping, permitindo que um terço das embarcações da frota descarregasse as suas mercadorias.

A empresa tem uma dívida avaliada em 6 biliões de won (4,84 mil milhões de euros).

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