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70% dos alojamentos turísticos não tiveram um único cliente em maio

A estimativa do INE mostra quebras de 94% nos hóspedes e de 95% nas dormidas em Portugal no último mês. O recuo foi menor entre residentes do que estrangeiros, com destaque para a ausência dos britânicos e americanos.

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José Miguel Gonçalves
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 30 de Junho de 2020 às 11:59
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Em maio, cerca de 70% dos estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal terão estado encerrados ou não registaram movimento de hóspedes devido ao coronavírus, segundo os dados divulgados esta terça-feira, 30 de junho, pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

 

No mês passado, as quebras neste setor foram de 94% no número de hóspedes, para um total de 157,8 mil. E as 324,3 mil dormidas registadas em termos oficiais equivaleram a uma diminuição de 95% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Quer na contabilização dos hóspedes, quer no número de dormidas, o recuo no último mês provocado pela pandemia de covid-19 foi mais acentuado entre os clientes estrangeiros do que entre os residentes em território nacional, que representaram 72% das dormidas em alojamentos turísticos em Portugal.

 

Esta estimativa rápida do INE mostra ainda que "a totalidade dos principais mercados emissores registou decréscimos expressivos em maio, superiores a 90%". Entre os 16 países analisados, as maiores variações em termos percentuais envolveram os turistas provenientes do Reino Unido, da Irlanda e dos Estados Unidos, todos acima dos 99%.

 

Os dados agora divulgados estão em linha com os que tinham sido adiantados na véspera para o setor do alojamento local. Apesar do progressivo desconfinamento iniciado nesse período, o mês de maio foi ainda mais negro do que abril, com taxas de ocupação de apenas 5% em Lisboa e de 3% no Porto.

 

Em abril, num mês de interrupção quase total da atividade turística, o conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico portugueses registou receitas de apenas 5,7 milhões de euros. Foi uma queda superior a 98%, que veio confirmar as perspetivas de "receita zero" dos operadores do setor.

 

Agora, com julho e agosto a chegar, os operadores têm ainda muitas dúvidas sobre a atratividade de Portugal neste verão. Uma situação que poderá piorar se o Reino Unido, principal emissor de turistas, confirmar a exclusão do país da lista dos "corredores" que evitam uma quarentena de 14 dias no regresso das férias, com a hotelaria nacional a arriscar perder receitas superiores a 3,3 mil milhões de euros.

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