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Turismo fecha 2020 em mínimos, com 26 milhões de dormidas

Os estabelecimentos de alojamento turístico nacionais registaram um total de 26 milhões de dormidas no conjunto de 2020, o número mais baixo desde 1993.

As regiões de turismo estão a lançar campanhas para atrair o mercado inter  no, que vai assumir maior peso este ano.
Paulo Calado
Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 01 de Fevereiro de 2021 às 11:03
O turismo português fechou o ano de 2020 em mínimos de quase três décadas. Segundo a estimativa rápida publicada esta segunda-feira, 1 de fevereiro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os estabelecimentos de alojamento turístico nacionais terão registado 10,5 milhões de hóspedes e 26 milhões de dormidas, números que correspondem a quebras superiores a 60% e que representam os valores mais baixos desde 1993.

Os dados do INE revelam que, durante o mês de dezembro, os estabelecimentos de alojamento turístico receberam 462,5 mil hóspedes, que foram responsáveis por 972,7 mil dormidas, números que correspondem a quebras de 70,7% e 72,3%, respetivamente, face ao mesmo mês do ano passado.

Isto num período em que 50% dos estabelecimentos de alojamento estiveram encerrados ou não registaram qualquer movimento de hóspedes, uma percentagem que fica acima daquela que tinha sido registada em novembro, de 46,9%.

Feitas as contas, no conjunto de 2020, Portugal recebeu 10,5 milhões de turistas, responsáveis por 26 milhões de dormidas, números que equivalem a quebras anuais de 61,2% e 63%, respetivamente. Assim, no espaço de um ano, o país perdeu quase 17 milhões de turistas, registando menos 44 milhões de dormidas.

"É preciso recuar até 1993, ano em que se registaram 23,6 milhões de dormidas, para se encontrar um número menor de dormidas", refere o INE.

Num ano marcado pela pandemia, com as viagens internacionais praticamente paralisadas durante vários meses, o mercado interno representou a maior fatia das dormidas. Ao todo, os residentes em Portugal responderam por 13,6 milhões de dormidas, o equivalente a uma quebra de 35,3% face a 2019. Já os não residentes foram responsáveis por 12,3 milhões de dormidas, número que corresponde a uma quebra anual de 74,9%.

Alentejo, Centro e Norte resistem

Tal como foi sendo verificado ao longo do ano, o Alentejo foi a região que registou as quebras menos acentuadas, enquanto a Área Metropolitana de Lisboa sofreu o maior impacto. Ao todo, o Alentejo registou cerca de 1,8 milhões de dormidas em 2020, uma qebra de 37,3%. Já a Área Metropolitana de Lisboa registou 5,3 milhões de dormidas, uma diminuição de 71,5%.

Também o Norte e o Centro apresentaram quebras da atividade turística menos acentuadas do que a média nacional. No Norte, as dormidas caíram 59,1% e ascenderam a 4,4 milhões em 2020. No Centro, as dormidas totalizaram 3,3 milhões, uma queda de 52,6%.

O Algarve manteve-se como a principal região turística do país, embora também tenha apresentado quedas acentuadas. A região registou 7,9 milhões de dormidas em 2020, uma queda anual de 62,1%.

Nas regiões autónomas, o impacto da pandemia também foi acentuado. A Madeira registou um total de 2,4 milhões de dormidas, número que representa uma quebra de 67,2%, enquanto os Açores registaram 659 mil dormidas, uma queda de 71,1%.

Notícia atualizada pela última vez às 11h37 com mais informação.
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