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Seguros de vida: Crédito e família protegidos

Se vai contratar o seguro por causa do empréstimo da casa, use o nosso simulador para descobrir a taxa e saber se a proposta do banco é vantajosa

Deco Proteste 16 de Janeiro de 2012 às 10:23
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Seguros de vida | Escolha acertada permite poupança de 274 euros por ano.


Apesar de a atual crise económica ter afastado muitos consumidores da compra de casa própria, alguns ainda o fazem. Há também quem aproveite os leilões promovidos pelos bancos, Finanças ou Segurança Social para adquirir uma casa por um valor inferior ao de mercado.
Ao contratar um crédito à habitação, o seguro de vida é sempre exigido. Para o banco, garante o pagamento da casa se algum dos proprietários morrer ou ficar inválido. Quanto ao consumidor, terá de decidir entre contratar o seguro na entidade indicada pelo banco e conseguir uma redução do spread (grosso modo, é a margem de lucro dos bancos em operações de crédito) ou optar por outra seguradora. Para o ajudar na decisão, comparámos 28 apólices e indicamos-lhe as mais baratas. A poupança anual para um casal pode chegar a 275 euros. Também lhe explicamos como analisar se compensa ou não escolher a seguradora que o banco lhe propõe.

Mas o consumidor também pode querer contratar o seguro de vida para manter o bem-estar da família no caso de falecer ou ficar inválido. A opção é entre produtos com renovação anual ou temporários, que são contratados durante um determinado período. Os segundos garantem maior segurança, porque a seguradora não pode terminar o contrato no período contratado, mas os prémios são mais elevados.

Garantir o empréstimo
Os consumidores têm liberdade para contratar o seguro de vida onde quiserem. Contudo, os bancos apresentam uma proposta e reduzem o spread associado ao crédito caso a escolha recaia no seguro que indicam. Para conhecer a melhor solução, tem de comparar a taxa anual efetiva revista (TAER), que considera o custo de todos os produtos associados ao crédito, como seguros e cartões, entre outros. No nosso portal, disponibilizamos um simulador que o ajuda a fazer as contas e a encontrar a opção mais vantajosa para si.

A morte é a principal cobertura no seguro de vida, mas existem outras. A maioria dos bancos exige também a cobertura de invalidez absoluta e definitiva, ativada se o titular do crédito ficar totalmente incapacitado e precisar da ajuda de terceiros no seu dia-a-dia. Outros exigem antes a invalidez total e permanente, opção que recomendamos por ser mais abrangente. Embora o prémio seja superior, a indemnização é paga se o segurado ficar com incapacidade igual ou superior a 65%, que o impeça de exercer a sua atividade.

Se o crédito incluir dois titulares, a maioria das instituições obriga à contratação do seguro a "duas cabeças" e pela totalidade do capital em dívida. Neste caso, a seguradora paga a indemnização se algum dos titulares falecer ou ficar inválido. Os prémios desta modalidade são superiores aos do seguro a uma cabeça, mas inferiores ao somatório de dois produtos individuais.

O capital do seguro deverá corresponder, em cada momento, ao valor em dívida do empréstimo. Desde dezembro de 2009 que as seguradoras são obrigadas a atualizar o capital seguro com a mesma periodicidade da amortização do crédito. Como o diploma não era claro, as instituições começaram por aplicar a atualização apenas nos novos contratos.

Mas, o Instituto de Seguros de Portugal recomendou que informassem os titulares das apólices mais antigas de que podiam optar pela atualização mensal do capital. Além de nem todas as instituições o terem feito, algumas, para compensar a perda de receita, passaram a atualizar as tarifas todos os meses, em função da idade dos segurados. Na prática, o prémio, em vez de diminuir, pode aumentar alguns cêntimos.

No nosso estudo, só a BES Vida confessou aplicar este tipo de tarifas crescentes. Quanto à atualização do capital, a maioria das seguradoras fá-lo mensalmente. Exceções: Allianz, AXA, Mapfre, Metlife e Prévoir que só o fazem a pedido do cliente. Já tínhamos detetado esta situação em estudos anteriores e denunciámo- la ao Instituto de Seguros de Portugal e à Secretaria de Estado para a Defesa do Consumidor. É lamentável que ainda se verifique.

Proteger a família
Os seguros de vida também são procurados para garantir o bem-estar do agregado, caso uma doença ou um acidente leve à invalidez ou falecimento dos elementos da família com rendimentos. O consumidor tem à disposição os seguros anuais e renováveis, como os usados para garantir o crédito, ou os produtos com capital constante. Estes são contratados por um determinado período (por exemplo, 5, 10 ou 20 anos), durante o qual a seguradora só poderá rescindir o contrato com base no previsto na lei, como falta de pagamento do prémio, por exemplo. O capital seguro e o montante anual a pagar são constantes no período contratado. Apenas 3 seguradoras nos enviaram informação sobre esta modalidade. As restantes propõem seguros anuais e renováveis. Os prémios são bastante inferiores nos primeiros anos do contrato, mas a seguradora poder recusar a renovação em qualquer altura.

Para definir o capital a segurar terá de fazer alguns cálculos. Comece por determinar as necessidades anuais do agregado (alimentação, saúde, estudos, etc.) e multiplique o valor obtido pelo período durante o qual pretende assegurar o conforto da sua família. Acrescente uma margem para compensar uma eventual depreciação do dinheiro durante o período em causa, devido à inflação.

Poupe mais de 274 euros por ano
Se vai comprar casa com recurso ao crédito e quer ter uma ideia do valor a pagar pelo seguro de vida, consulte o quadro ao lado. Encontra o prémio total anual, por cada mil euros de capital, para as 28 apólices analisadas. No caso das seguradoras com mais de um produto, indicamos o que se destina ao crédito bancário.

Para fazer as contas, escolha a idade mais próxima da sua e o tipo de cobertura: mais ou menos abrangente e individual ou conjunta, consoante o número de titulares. Basta multiplicar a tarifa do quadro pelo montante que pediu ao banco, em milhares de euros.

Caso já tenha uma proposta do banco onde vai contrair o empréstimo, explicamos-lhe, nesta página, como calcular o valor da TAER com a ajuda do nosso simulador. Compare as taxas e decida qual o seguro que mais lhe compensa.

Um casal de 40 anos que peça um empréstimo de 150 mil euros poupa € 274,77 por ano na April, face à média do mercado, ao contratar o seguro de vida a duas cabeças e a cobertura mais abrangente (morte e invalidez total e permanente). Já se optar pela cobertura menos abrangente, a poupança será de € 167,38 na Metlife face à média das restantes seguradoras.

No quadro, reunimos os dados dos seguros com capital constante. Ao consultar a coluna correspondente à idade do segurado e escolher a duração do contrato, obtém um valor que permite calcular o prémio anual. Basta multiplicá-lo pelo capital que pretende contratar.






O nosso estudo
Analisámos 28 apólices de 15 seguradoras

Em setembro e outubro de 2011, enviámos um questionário a 33 seguradoras do ramo vida. Além de informações sobre os seguros que disponibilizam, pedimos os prémios para as várias modalidades. Responderam-nos 15 empresas. A BPI Vida e Popular Vida indicaram não comercializar seguros de vida. A España e Genworth invocaram, respetivamente, a localização da área técnica em Madrid e a dedicação à atividade resseguradora para não responderem. A Groupama e a Victoria alegaram uma reformulação dos produtos. Açoreana, Lusitania e Tranquilidade optaram pelo silêncio. A Fidelidade Mundial e a Império Bonança responderam ao nosso questionário, mas não forneceram as tarifas, daí ficarem excluídas da comparação.










Valores unissexo a partir de 2013

Em 2004, uma diretiva europeia proibiu a discriminação no acesso a bens e serviços com base no sexo dos utilizadores. A partir de dezembro de 2007, as seguradoras ficariam impedidas de cobrar prémios com valores diferentes para homens e mulheres. Esta prática tem sido comum nos seguros de saúde, automóvel e vida. Contudo, a mesma diretiva autorizava a discriminação com base em dados estatísticos fiáveis e atualizados. Ou seja, desde que as seguradoras justificassem a discriminação de tarifas, podiam mantê-las. É o caso do seguro automóvel, em que as estatísticas mostram que as mulheres causam menos acidentes com danos elevados. Com receio de que esta regra se mantivesse indefinidamente, a organização de consumidores belga Test-Achats colocou uma ação no Tribunal de Justiça da União Europeia. Em março de 2011, o tribunal deu razão à associação e considerou a cláusula inválida. A partir de dezembro de 2012, as seguradoras não podem discriminar as tarifas em função do sexo do segurado. Mas, a um ano da data-limite, ainda encontramos instituições com tarifas diferenciadas.
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