Lucro da Aramco sobe mais de 25%. Ganha 27.600 milhões de euros no trimestre

Instabilidade geopolítica causada pelo conflito no Irão e pelo encerramento do estreito de Ormuz fez disparar os preços do petróleo, catapultando os lucros da petrolífera saudita.
Reflexo de máquinas de extração de petróleo em charco perto de campo verdejante
AP
Lusa 10:11

A Aramco obteve um lucro líquido de 122.008 milhões de riais (cerca de 27.600 milhões de euros) no primeiro trimestre, mais 25,1% do que no mesmo período de 2025.

Num comunicado publicado na bolsa saudita, a companhia sublinhou que o aumento do lucro líquido se deve a vários fatores, entre os quais se destaca a subida dos preços do petróleo devido à instabilidade geopolítica causada pelo conflito no Irão e pelo encerramento do estreito de Ormuz.

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Nesse sentido, a maior petrolífera do mundo valorizou a "resiliência e flexibilidade operacional" do seu negócio apesar da complicada situação geopolítica.

O resultado é explicado por "um aumento das receitas e outros produtos relacionados com as vendas, compensando parcialmente o aumento dos custos operacionais", precisa o grupo, joia da economia saudita e uma das maiores empresas do mundo em termos de capitalização de mercado.

A guerra contra o Irão, iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel, levou à reação de bloqueio do Estreito de Ormuz por Teerão, pelo qual normalmente transita um quinto do consumo mundial de hidrocarbonetos, provocando uma queda brusca no abastecimento e uma explosão nos preços.

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O barril de Brent, referência mundial, valia em média cerca de 100 dólares em março, contra 70 dólares antes das hostilidades, com picos de 120 dólares.

O lucro líquido da Aramco tinha sido de 97.543 milhões de riais (22.100 milhões de euros) no primeiro trimestre de 2025.

A Aramco, detida maioritariamente pelo Governo saudita, é a principal fonte de financiamento do programa de reformas Vision 2030 do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, que visa preparar a Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, para o pós-petróleo.

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As companhias petrolíferas e de gás europeias também obtiveram lucros recordes no primeiro trimestre, aproveitando a volatilidade dos preços provocada pela guerra no Médio Oriente.

Apesar do quase encerramento do estreito de Ormuz, a Aramco conseguiu entregar milhões de barris de petróleo aos mercados todos os dias graças ao seu imenso oleoduto leste-oeste, que conecta as suas instalações energéticas no Golfo aos terminais de exportação no Mar Vermelho.

A empresa indicou que "um aumento significativo da bombagem através do oleoduto leste-oeste para atingir a sua capacidade máxima de sete milhões de barris por dia no primeiro trimestre, apoia as exportações desde a costa oeste do reino".

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Os Estados do Golfo, ricos em hidrocarbonetos, foram duramente atingidos pelos ataques iranianos de represália aos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão. Teerão visou interesses norte-americanos, como também infraestruturas civis, danificando importantes instalações energéticas na região.

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