IMF – Crescimento do PIB do Canadá faz Cad valorizar

Eur/Cad recua após atingir máximos de dois meses; Eur/Usd volta a negociar próximo de mínimos do ano; Crude volta a negociar próximo da linha de tendência ascendente; Ouro renova mínimos do ano nos $1260.
Jornal de Negócios
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IMF - Informação de Mercados Financeiros 02 de julho de 2018 às 10:49

Eur/Cad recua após atingir máximos de dois meses
O Eur/Cad havia atingido máximos de dois meses há duas semanas, tendo o dólar canadiano recuperado, entretanto, com o mercado a aguardar por uma subida das taxas de juro no próximo mês, devido a um aumento do PIB no mês de abril, quando o previsto era que este se mantivesse inalterado. O banco central do Canadá já aumentou as taxas de juro três vezes desde julho do ano passado. As expectativas de uma subida no dia 11 de julho aumentaram de 67% para 80%. O governador da instituição Stephen Poloz afirmou na passada quarta-feira que os dados macroeconómicos iriam dar uma indicação quanto à próxima decisão relativamente às referidas taxas.
A nível técnico, o Eur/Cad teste o limite inferior do canal ascendente de curto prazo. O par poderá encontrar algum suporte no nível de retração fibonacci dos 61.8% nos C$1.5322, assim como no limite inferior do canal mencionado anteriormente. Com o MACD a apontar para uma possível inversão do movimento ascendente, caso as referidas barreiras sejam quebradas, a próxima que deverá vir a ser testada será a média móvel de 200 dias.


Eur/Usd ressalta pela terceira vez nos $1.1550
Na última semana, os líderes da UE chegaram a acordo no que toca ao assunto da migração, apesar de os apelos para o fortalecimento das fronteiras terem sido relativamente vagos. A inflação atingiu os 2.0% y/y, acima do objetivo do Banco Central Europeu. Nos EUA, uma sondagem da Reuters indicou que a economia norte-americana se mantém robusta, mas deverá ser o pico para os próximos períodos, devendo a expansão abrandar gradualmente ao longo dos anos.
Tecnicamente, o Eur/Usd está perante um triângulo descendente, vendo os seus máximos relativos cada vez menores e ressaltando pela terceira vez na zona dos $1.1520-$1.1550. Tendencialmente, esta formação aponta para a continuidade da tendência, sendo ainda suportada pelo tom de venda do MACD.

Crude quebra resistência dos $72.50
A EIA estimou uma queda 10 milhões de barris nos stocks, devido a uns problemas nos poços de areias betuminosas do Canadá, que limitaram a produção em 300.000 bpd. A produção nos EUA estabilizou nos 10,9 milhões de bdp. Adicionalmente, as disrupções na Líbia em conjunto com as situações mais estruturais da Venezuela e da Angola, que se veem incapazes de aumentar a produção de petróleo, têm levado a uma subida do preço petróleo.
Tecnicamente, a matéria mantém a toada de alta negociando bem acima da linha de tendência ascendente de longo-prazo. O par sofreu um enorme rally nos últimos tempos, e negoceia em oversold indicando que poderá sofrer uma ligeira correção em baixa de modo a suavizar a pressão bullish em que está inserida.

Ouro volta a renovar mínimos do ano nos $1254
O ouro voltou a atingir novos mínimos do ano, desta vez nos $1254, tendo registado nove sessões negativas nas últimas onze. A valorização do dólar não tem ajudado a cotação do ouro, uma vez que os investidores para adquirirem a commodity, visto que esta é cotada em dólares, necessitam de adquirir divisa norte-americana que nesta altura encontra-se mais "cara" face às principais divisas.
A nível técnico, a cotação do ouro quebrou em baixa a linha ascendente de longo prazo, iniciada em janeiro de 2017, assim como a linha descendente de curro prazo, confirmando a tendência bearish vigente no mercado. Apesar de o RSI de 14 períodos se encontrar em níveis oversold, a força do MACD em rota descendente para ser mais evidente. O metal quebrou também o suporte dos $1250, devendo prosseguir para novo teste, desta vez na linha de retração fibonacci dos 0% nos $1235.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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