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IMF – Dólar robusto com perspetivas de subidas de taxas

Governo do Reino Unido anunciou subida de impostos; Dólar estabilizou após perdas; Petróleo registou perdas significativas; Ouro ameaça corrigir

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| Governo do Reino Unido anunciou subida de impostos

O Ministro das Finanças britânico, Jeremy Hunt, anunciou aumentos de impostos e cortes de despesa pública num plano orçamental que, segundo ele, foi necessário após o "golpe" dado à reputação fiscal do país pela ex-primeira-ministra Liz Truss. Descrevendo um plano de 55 mil milhões de libras - quase metade com origem em aumento de impostos - para melhorar as finanças públicas, Hunt disse que a economia já se encontrava em recessão e que iria contrair no próximo ano, uma vez que luta contra a inflação prevista para uma média de 9,1% este ano e 7,4% em 2023. O ministro disse que a subida dos preços iria "corroer" ainda mais os salários e reduzir o nível de vida da população em 7% até abril de 2024. A carga fiscal atingirá 37,1% do PIB, o seu nível mais elevado desde a 2ª GM, no final do período de previsão de cinco anos.

O Eur/Gbp recuou em reação a estas notícias, com o câmbio a atingir na sexta-feira máximos de 11 dias, já abaixo de £0.87. Há um suporte claro nas £0.8550, que poderá ser testado em breve, mas é provável que seja quebrado, tendo em conta os maus indicadores da economia britânica.

| Dólar estabilizou após perdas com comentários da Fed

O dólar norte-americano estabilizou e até recuperou algum terreno face a um conjunto de moedas, nomeadamente ao euro, após vários membros da FED terem reiterado o seu compromisso de subirem as taxas de juro dos EUA. Estas expetativas de aperto da política monetária têm alimentado os receios de recessão e, nos últimos dias, várias empresas tecnológicas anunciaram demissões em massa, tendo recentemente a Amazon anunciado o despedimento de 10 mil colaboradores. Neste tema, os economistas do JP Morgan preveem uma "ligeira recessão" nos EUA na segunda metade do próximo ano. O banco de investimento prevê uma contração de 0,5% até ao quarto trimestre do próximo ano, e possivelmente arrastando-se para 2024. Isto é visto reduzindo 2023 o PIB dos EUA para 1%, quase metade da sua previsão para 2022.

Não obstante, o Eur/Usd tem beneficiado da fraqueza do dólar nas últimas semanas, renovando máximos cíclicos de junho nos $1,0480. Há espaço para um recuo adicional do Eur/Usd no curto prazo, mas é provável que o máximo do ano esteja feito.

| Petróleo registou fortes perdas

Os preços do petróleo registaram uma descida bastante expressiva na última semana, recuando para mínimos de quase dois meses. A contribuir para a queda do "ouro negro" destacaram-se os receios sobre o enfraquecimento da procura por parte da China, assim como pelas expetativas de subidas de taxas por parte da Fed. A China que, segundo algumas fontes citadas pela Reuters, diz estar a procurar abrandar as importações de crude, registou um aumento dos casos de Covud-19. Entretanto, as esperanças de moderação das subidas agressivas das taxas americanas foram prejudicadas pelas observações de alguns membros da Fed esta semana, sinalizando que as subidas poderão continuar por mais tempo.

A nível técnico, o crude corrigiu na última semana, chegando mesmo a quebrar em baixa o suporte dos $80 na sexta-feira. Como tal, para o curto-prazo a tendência começa a ser de queda, sendo o nível dos $75 o próximo suporte.

| Dólar estabilizou após perdas

O ouro acabou por encerrar a semana com uma variação praticamente nula, mas em perda no muito curto prazo, com os sinais de mais subidas de taxas por parte da Fed a impossibilitar uma subida do preço do metal precioso. Ainda assim, é importante notar que o ouro continua a ser apoiado pelo aumento dos riscos de recessão, pela guerra na Ucrânia e pela convulsão nos criptoativos.

O ouro quebrou a resistência dos $1750 por onça e ultrapassou por completo a linha superior descendente do canal em que transacionava desde o início do ano. Porém, no curto prazo arrisca uma correção, para depois provavelmente continuar a tendência bullish que o metal precioso tem vindo a apresentar desde o início de novembro.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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