IMF – Inflação dos EUA abrandou em janeiro
Inflação dos EUA abrandou em janeiro; Economia do Reino Unido cresceu abaixo do esperado no 4º trimestre; Petróleo permanece pelos $62/barril; Ouro em torno dos $5000/onça
| Inflação dos EUA abrandou em janeiro
A inflação nos EUA subiu menos do que o esperado em janeiro, com o índice de preços no consumidor a avançar 0,2% em termos mensais, abaixo dos 0,3% previstos, sinalizando algum alívio na subida dos preços. Em termos homólogos, a inflação abrandou para 2,4%, face aos 2,7% em dezembro, sobretudo devido a efeitos de base. No entanto, a inflação subjacente, que exclui energia e alimentação, acelerou 0,3% no mês e fixou-se em 2,5% em termos anuais, refletindo aumentos de preços no início do ano e o impacto das tarifas comerciais. Com o mercado de trabalho a mostrar sinais de estabilização, incluindo descida da taxa de desemprego para 4,3% em janeiro, este cenário poderá permitir à FED manter as taxas de juro inalteradas no intervalo entre 3,50% e 3,75% durante mais tempo. Ainda assim, alguns economistas antecipam nova pressão inflacionista ao longo do ano, associada às tarifas e à desvalorização do dólar.
Depois de ter renovado máximos de junho de 2021 pelos $1,12078, o Eur/Usd entrou numa fase de correção, tendo chegado renovado mínimos de 2 semanas nos $1,1766 na sexta-feira da semana anterior. Contudo, o par iniciou a última semana em alta, tendo renovado máximos de 30 de janeiro pelos $1,1926. Após renovar esse máximo, o Eur/Usd entrou numa sequência de sessões consecutivas de ligeira desvalorização, encerrando a semana em torno dos $1,1860. O indicador MACD tem o seu sinal de venda para o par aberto.
| Economia do Reino Unido cresceu abaixo do esperado no 4º trimestre
A economia britânica cresceu apenas 0,1% no quarto trimestre de 2025, em linha com o ritmo registado no terceiro trimestre, ficando abaixo das expectativas do mercado e do Banco de Inglaterra (0,2%). Este desempenho reflete a fraca atividade no período que antecedeu o Orçamento de novembro, com os dados a mostrarem que a incerteza em torno de possíveis aumentos de impostos pesou sobre empresas e consumidores. Por sua vez, o investimento empresarial caiu quase 3% em termos trimestrais, a maior queda desde o início de 2021, sobretudo devido ao recuo no investimento em transportes. A produção industrial deu algum contributo positivo para o crescimento, apesar de a produção automóvel ainda estar a recuperar do ciberataque à Jaguar Land Rover, enquanto os serviços permaneceram estagnados e a construção contraiu 2,1%. No conjunto de 2025, a economia britânica cresceu 1,3%.
O Eur/Gbp iniciou a semana passada em alta, tendo, na segunda-feira, negociado em torno dos £0,8741, muito próximo da sua resistência nos £0,8750, onde renovou máximos de 21 de janeiro. No entanto, posteriormente, o par corrigiu, voltando a transacionar abaixo dos £0,8700. O indicador MACD do par permanece com o sinal de compra aberto.
| Petróleo permanece pelos $62/barril
O preço do petróleo iniciou a semana em alta após a Administração Marítima do Departamento de Transportes dos Estados Unidos aconselhar os navios comerciais com bandeira americana a manterem-se o mais longe possível das águas territoriais do Irão, o que escalou as tensões geopolíticas entre os 2 países. Contudo, o preço do petróleo corrigiu após a Agência Internacional de Energia indicar que prevê que o crescimento da procura global de petróleo este ano seja mais fraco do que o esperado, com a oferta global a exceder a procura.
O preço do petróleo subiu durante as primeiras sessões da semana, aproximando-se da sua resistência pelos $66/barril, mas, mais uma vez, sem a conseguir ultrapassar. Após ter atingido esses valores, o preço do “ouro negro” corrigiu, dirigindo-se para o suporte presente nos $62/barril. O preço do petróleo tem variado entre o suporte e a resistência mencionada desde o fim de janeiro.
| Ouro em torno dos $5000/onça
A última semana foi mais calma para o ouro do que as anteriores. O metal precioso viveu a sua sessão mais volátil na quinta-feira, após um relatório de emprego dos EUA, mais forte do que o esperado, reduzir as expectativas de um corte de taxas pela FED a curto prazo. Na sexta-feira, com uma desaceleração da inflação superior ao previsto, o ouro recuperou parte das perdas, à medida que as expectativas de descida das taxas voltaram a melhorar.
Numa semana ainda assim mais calma do que as anteriores, o preço do ouro lateralizou em torno dos $5000/onça. O nível mais alto que o metal-precioso atingiu na semana foi os $5080/onça, consideravelmente abaixo do seu máximo histórico perto dos $5600/onça.
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