Análise Técnica IMF – Tesla ameaça perdas mais acentuadas

IMF – Tesla ameaça perdas mais acentuadas

Ações da Tesla quebram importantes suportes e apontam já aos 115 dólares. Dólar sofre desvalorização, suportando preços do crude e contribuindo para os máximos de três meses do ouro.
IMF – Tesla ameaça perdas mais acentuadas

As ações da Tesla acumularam alguns sinais negativos relevantes nas últimas semanas. A quebra em baixa da figura triangular simétrica abriu espaço a um "ataque" à importante zona de suporte entre os $177.20 e $181.40, que foi já facilmente ultrapassada. Assim, há agora espaço para que a queda se acentue até $115.00, com uma barreira "intermédia" nos $136.70. Em termos de longo prazo as projeções são ainda mais negativas (até $65), se for tido em conta a figura técnica de "head and shoulders", um dos padrões mais fiáveis de reversão, que tem sido observado em várias ações recentemente, entre as quais as da Tesla. No curto prazo a toada de "neutralidade" seria recuperada acima dos $200.



• Euro/Dólar – Indicações de alta no curto prazo

O dólar sofreu uma desvalorização significativa nos últimos dias, que assentou no facto de o mercado considerar agora mais provável que a FED não avance com novas subidas de taxas de juro este ano. Os comentários de alguns dos seus membros apontam nesse sentido, admitindo que as condições financeiras se deterioraram recentemente.

O Eur/Usd quebrou em alta o intervalo $1.0700 - $1.1060 que prevalecia desde o início de dezembro, avançando para máximos desde outubro, acima dos $1.12. O movimento foi repentino e impulsivo, o que pode abrir espaço para uma ligeira correção. Contudo, caso consolide a sua posição acima dos $1.1060, o Eur/Usd começará a apontar aos $1.1500, com uma zona de resistência "intermédia" entre $1.1320 e $1.1390. Abaixo de $1.1060, o par retomaria a toada de "neutralidade".


• CRUDE – Tentativa de recuperação ainda não está comprometida

O crude tem negociado sem uma clara tendência definida. Continua a não ser possível antecipar um acordo entre produtores para uma redução da oferta, sendo que os stocks de petróleo nos EUA voltaram a aumentar. Contudo, a desvalorização do dólar ofereceu algum suporte aos preços.

As perspetivas de recuperação em alta não foram ainda colocadas em causa do ponto de vista técnico, ainda que o crude atravesse agora essencialmente um período de consolidação. Um novo sinal de força seria dado com a quebra em alta dos $34.00/80, que abriria espaço a um teste à trendline descendente, em vigor desde junho, com $38.30 como resistência seguinte. Abaixo de $29.40 o crude apontaria novamente aos $26.20, mínimos desde 2004 registados no mês passado.


• OURO – Sinais de recuperação reforçados

Os receios em torno da economia mundial, e agora em particular da economia norte-americana, juntamente com a perspetiva de a FED não subir taxas de juro num futuro próximo e do facto de o dólar ter perdido força, levaram o ouro até máximos de três meses.

Tecnicamente continua também a somar sinais de força no curto prazo. Desta vez o "metal precioso" quebrou em alta o canal ascendente que vigora desde o final de 2015, tendo acelerado a subida. O objetivo em alta situa-se nos $1190, que dificilmente serão atingidos antes de uma correção que "alivie" o movimento. Em todo o caso, um sinal de "ameaça" mais sério apenas se verificaria com a quebra em baixa do suporte em torno dos $1110, com o limite inferior do canal e os $1070 a atuarem como suportes seguintes.




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