A semana em oito gráficos: Bolsas europeias com pior semana em sete

As bolsas do Velho Continente voltaram a ter um saldo semana negativo, à conta sobretudo da turbulência na Turquia, o que castigou muitas cotadas com exposição àquele país, com especial destaque para a banca.
Reuters
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Carla Pedro 18 de agosto de 2018 às 09:30

A bolsa nacional cedeu terreno no acumulado desta semana, tendo sido das que mais recuou na Europa Ocidental.

As cotadas com pior performance no PSI-20 foram as do papel, com especial relevo para a Navigator, que esteve a ser penalizada pelo anúncio de que as vendas dos seus produtos nos Estados Unidos, entre Agosto de 2015 e Fevereiro de 2017, afinal vão ter uma taxa de 37,34%, ao contrário dos 0% esperados.

As restantes bolsas europeias negociaram também no vermelho, devido sobretudo aos receios em torno da crise turca, que levou a fortes quedas da lira, penalizando assim as cotadas com exposição àquele país, com especial destaque para a banca.

Além disso, as tensões comerciais entre os EUA e a China continuaram também a pressionar a negociação nos mercados globais.

Entre as cotadas do Velho Continente que mais se destacaram pelo lado negativo esteve a Atlantia, empresa gestora e responsável pela manutenção da ponte Morandi – que desabou parcialmente na terça-feira. À conta disso, e perante a ameaça do governo italiano de lhe retirar a concessão das auto-estradas, a Atlantia afundou em bolsa, sendo a cotada que mais desceu entre as empresas que integram o índice de referência europeu Stoxx600.

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Nos EUA, os principais índices tiveram uma performance ligeiramente positiva no acumulado da semana, com a Nielsen Holdings entre os melhores desempenhos do S&P 500.

Já no mercado cambial, o dólar ganhou terreno face ao euro, libra e iene, se bem que na sexta-feira estivesse a inverter.  

Nas matérias-primas, o destaque, pela negativa, foi para o petróleo, numa semana em que a maioria das "commodities" negociou no vermelho, devido aos receios em torno do agravar das tensões comerciais entre Washington e Pequim – que poderão levar a uma queda da procura.

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