Galp desliza mais de 3% arrastada pela Petrobras

As acções da Galp chegaram a perder mais de 4,5%, depois do início de sessão da bolsa brasileira, influenciadas pela descida dos títulos da Petrobras, que deslizaram mais de 6%, depois da S&P ter cortado o "rating" da dívida do Brasil para "lixo".
Bloomberg
Sara Antunes 10 de Setembro de 2015 às 17:01

A Galp Energia desceu 3,89% para 8,745 euros, tendo chegado a deslizar mais de 4,5% para 8,669 euros, esta quinta-feira, 10 de Setembro. A sessão foi pautada pelo vermelho, mas intensificou-se com o início da sessão no Brasil, depois de ter sido cortado o "rating" do país.

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"O corte do rating do Brasil poderá afectar a Galp através da Petrobras, cujo rating deverá também cair. Esse impacto vai depender de até que ponto reduz a capacidade da Petrobras financiar projectos," disse Albino Oliveira, analista da Fincor, citado pela Reuters.

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A bolsa brasileira está assim a ser condicionada pelo facto de a Standard & Poor’s ter cortado o rating do Brasil para "lixo". A agência de "rating" desceu em um nível a notação soberana do Brasil de BBB- para BB+, que entrou assim em território de lixo – categoria em que se inserem os investimentos considerados especulativos.

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A liderar as perdas está a Petrobras, ao descer 4,13% para 4,88 reais, tendo afundado um máximo de 6,48%, uma reacção que é justificada pelos receios de que a S&P corte também o rating da petrolífera para "lixo", quando já a Moody’s já colocou a notação financeira da empresa em "lixo". E, salienta a Bloomberg, há alguns investidores institucionais, como os fundos de pensões, que ficam inibidos de fazer investimentos em activos com notação de "lixo" de duas agências de "rating".

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