Sessão de contrastes. Chips pressionam Nasdaq e rotação leva Dow a recordes
Os principais índices do outro lado do Atlântico negociaram entre ganhos e perdas, com o Nasdaq a fechar no vermelho devido à pressão das fabricantes de semicondutores – isto após a forte queda da Broadcom, depois de apresentar um “outlook” que foi mal recebido pelos mercados, suscitando receios de que a forte recuperação do setor tecnológico que se tem registado nos últimos tempos possa ter ido longe demais.
O tecnológico Nasdaq Composite fechou a ceder 0,09% para 26.830,96 pontos. A Broadcom - que é, para muitos observadores, considerada a oitava magnífica das tecnológicas norte-americanas - finalizou a sessão com um mergulho de 12,54% para 418,39 dólares. Isto depois de ontem, já depois do fecho da negociação, ter reportado receitas trimestrais que ficaram aquém das expectativas.
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As receitas da Broadcom no seu segundo trimestre fiscal de 2026 aumentaram 48% em termos homólogos, para 22,2 mil milhões de dólares, mas falharam as expectativas. Além disso, a gigante dos semicondutores não reviu em alta a meta das receitas de longo prazo com a inteligência artificial (IA), o que dececionou os investidores. Resultado: um movimento de sell-off no setor.
Já o Standard & Poor’s 500 avançou 0,41% para 7.584,31 pontos. Mas a grande vedeta do dia, com uma variação mais expressiva, foi o índice industrial Dow Jones, que encerrou a somar 1,73% para 51.561,93 pontos.
O Dow foi assim a recordes de fecho, a aproveitar a rotação dos investidores para títulos menos expostos à inteligência artificial (IA). O índice foi sobretudo impulsionado pelos setores financeiro e dos cuidados de saúde.
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A ajudar a melhorar o sentimento dos investidores estiveram também os progressos rumo à potencial resolução pacífica do conflito com o Irão. A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou ontem, 3 de junho, uma medida que impedirá o Presidente Donald Trump de prosseguir com a guerra no Irão.
Além disso, o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Líbano (mediado pelos EUA), que é uma condição essencial para que Teerão avance num acordo de paz, trouxe maior otimismo aos mercados. No entanto, as tréguas foram rejeitadas pelo Hezbollah, que disse que não retirará as tropas do Líbano, pelo que ainda há muitos aspetos em aberto.
(notícia atualizada às 21:48)
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