Wall Street aplaude aproximação dos EUA e Irão. Wells Fargo afunda mais de 5%
Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão desta terça-feira pintados de verde, estendendo os ganhos registados no dia anterior, depois de ter sido revelado que, em março, o índice dos preços no produtor (IPP) acabou por crescer a um ritmo bastante inferior ao esperado pelos analistas. Os investidores também estiveram a celebrar a aproximação entre os EUA e o Irão, com as negociações entre as duas partes a deverem ser retomadas até ao fim da semana, que levou os preços do petróleo a negociarem abaixo dos 96 dólares por barril.
O S&P 500 encerrou a negociação com ganhos de 1,18% para 6.967,38 pontos, enquanto o industrial Dow Jones sobe 0,66% para 48.535,99 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite acelera 1,96% para 23.639,08 pontos. Os três principais índices norte-americanos já tinham encerrado a sessão de segunda-feira com ganhos avultados, impulsionados pela garantia de Donald Trump, Presidente dos EUA, de que o Irão terá contactado Washington para retomar as negociações de paz. O "benchmark" atingiu mesmo níveis pré-guerra e, esta terça-feira, aproximou-se dos máximos históricos atingidos em janeiro.
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"As tendências subjacentes registadas antes da guerra no Irão tornam muito mais provável que a redução da inflação possa continuar e que possamos prever reduções das taxas de juro ainda este ano", afirmou Chris Zaccarelli, diretor de investimentos da Northlight Asset Management, citado pela Bloomberg, apesar de reconhecer que a inflação relacionada com o aumento dos preços do petróleo "pode tornar-se um problema".
A nova ronda de negociações presenciais com vista a assegurar um cessar-fogo de longo prazo, que tanto os EUA como o Irão já tinham sinalizado que poderiam acontecer em breve, poderá decorrer já no final desta semana. A notícia é avançada pela Reuters, com base em cinco fontes, e citada por vários meios de comunicação internacionais esta manhã. A agência diz que as equipas de negociação podem regressar a Islamabad no final desta semana.
Os investidores encontram-se ainda a reagir a uma série de novos resultados da banca norte-americana, depois de o Goldman Sachs ter desiludido os investidores na segunda-feira. Entre as grandes instituições financeiras que apresentaram contas, o Citi foi o único a registar ganhos e a acelerar 2,61% para 129,58 dólares, depois de ter conseguido registar as maiores receitas trimestrais em uma década. Ao todo, os lucros atingiriam os 5,8 mil milhões de dólares, mais 42% do que no período homólogo.
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Já o JPMorgan Chase cedeu 0,82% para 311,12 dólares, após o gigante da banca dos EUA ter revisto em baixa a sua previsão para a margem financeira em 2026, apesar de até ter visto os lucros aumentarem 13% para 16,5 mil milhões de dólares no primeiro trimestre do ano - a segunda melhor série de três meses de sempre. O JPMorgan espera agora uma margem de cerca de 103 mil milhões de dólares este ano, abaixo dos 104,5 mil milhões previstos em fevereiro.
Por sua vez, o Wells Fargo perdeu 5,70% para 81,70 dólares, tendo chegado a cair mais de 7% e a registar a maior descida em um ano, depois de o banco não ter conseguido bater as expectativas dos analistas em relação à margem financeira no primeiro trimestre do ano - embora por uma pequena margem, fixando-se nos 12,1 mil milhões de dólares contra as previsões de 12,3 mil milhões. No total, a instituição financeira registou lucros de 5,25 mil milhões nos primeiros três meses do ano, o que compara com os 4,89 mil milhões do ano passado.
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