Wall Street cai ligeiramente com incerteza sobre negociações EUA-Irão. Estée Lauder cai 10%
As bolsas norte-americanas terminaram a sessão desta terça-feira no vermelho, ainda que com quedas abaixo de 1%, numa altura em que os investidores continuam agarrados à esperança de que as alegadas negociações entre os EUA e o Irão vão colocar um ponto final à guerra no Médio Oriente, que está a desencadear uma crise energética sem precedentes.
Ainda assim, os mercados acionistas continuam a ser pressionados com a constante subida dos preços do petróleo, ao mesmo tempo que os ataques entre as duas partes parecem não abrandar. O foco de preocupação continua a ser o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido a nível mundial. O Irão estará a cobrar uma taxa informal aos navios que por lá passem, uma demonstração de controlo do canal vital.
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Donald Trump afirmou que o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-presidente, JD Vance, juntamente com enviados especiais, estão envolvidos em negociações com o Irão. Os EUA e mediadores regionais estão a discutir a possibilidade de realizar conversações de paz de alto nível já esta quinta-feira, mas aguardam uma resposta de Teerão, segundo avançou a Axios.
Neste contexto, o S&P 500 cedeu 0,37% para 6.556,34 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite perdeu 0,84% para 21.761,89 pontos e o industrial Dow Jones desceu 0,18% para 46.123,75 pontos.
O Pentágono também estará a planear o envio de cerca de 3.000 soldados para o Médio Oriente, embora os EUA ainda não tenham decidido se enviarão tropas terrestres para o Irão.
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“O que estamos agora a ver é muita incerteza no Irão e, como resultado, acho que o mercado vai se manter 'lateralizado', com bastante volatilidade no desempenho, até que essa visibilidade melhore”, disse Terry Sandven, estratega-chefe de ações da US Bank Asset Management, à CNBC. “Se o S&P 500 fechar abaixo de 6.500 pontos, provavelmente veremos mais quedas", acrescentou.
Quanto mais tempo os preços do crude se mantiverem elevados, mais tempo os bancos centrais se vão ver obrigados a alterarem os seus planos de política monetária, dizem ainda os especialistas consultados pela Bloomberg.
As ações em Nova Iorque continuam pressionadas pelo crédito privado, cujos problemas continuam a aumentar, "pelo que ignorar esta questão não é uma boa ideia", disse Matt Maley, da Miller Tabak, à Bloomberg.
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Duas das maiores empresas do setor do crédito privado, a Ares Management e a Apollo Global Management, impediram os investidores de recuperarem sequer metade do dinheiro que pretendiam dos seus fundos, um sinal da crescente tensão neste mercado de 1,8 mil milhões de dólares.
Entre os principais movimentos de mercado, a Estée Lauder caiu quase 10%, depois de ter anunciado que está em negociações para adquirir a Puig Brands, num acordo que criaria uma gigante da cosmética, com cerca de 20 mil milhões de dólares em vendas anuais.
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