Wall Street conquista novos máximos com investidores a verem fim da guerra no horizonte
Foi mais uma sessão de recordes em Wall Street. Os três principais índices norte-americanos fecharam a penúltima sessão da semana em território positivo, com o S&P 500 e o Nasdaq Composite a atingirem, pelo segundo dia consecutivo, máximos históricos, numa altura em que os investidores antecipam com otimismo a nova ronda de negociações entre os EUA e Irão, apesar de os avisos de que um acordo de paz pode demorar meio ano a chegar.
O S&P 500 encerrou a sessão a valorizar 0,26% para 7.041,28 pontos, marcando um novo máximo histórico nos 7.051,23 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite acelerou 0,36% para 24.102,70 pontos, tocando um novo recorde nos 24.156,18 pontos. Já o industrial Dow Jones subiu 0,24% para 48.578,72 pontos, aproximando-se dos máximos atingidos em fevereiro, quando conseguiu ultrapassar a marca dos 50 mil pontos.
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Esta quinta-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as perspetivas de um acordo com o Irão "parecem muito boas", numa altura em que os dois países estarão a discutir um alargamento do cessar fogo por mais duas semanas, de forma a conceder mais tempo às negociações. O líder norte-americano acredita que o Irão está próximo de ceder em alguns pontos a que tem mostrado grande resistência nos últimos dias, nomeadamente no enriquecimento de urânio. Para já, Teerão não negou ou confirmou estas alegações.
O Presidente dos EUA anunciou ainda um cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano, embora não tenha feito qualquer menção ao Hezbollah. O acordo ainda não foi confirmado por ambas as partes, mas está a deixar os investidores esperançosos que o conflito no Médio Oriente não se alastre, aliviando a pressão sobre as exportações de petróleo dos países do Golfo Pérsico.
As notícias de um cessar-fogo entre EUA e Irão, bem como do seu prolongamento, levaram as ações norte-americanas a recuperaram quase na totalidade do impacto da guerra no Médio Oriente nos últimos dias. Os investidores viram agora o foco para a época de resultados, com a banca dos EUA a dar um pontapé de saída bastante positivo com o melhor trimestre de sempre, apesar dos avisos vindos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial sobre os impactos ainda por avaliar do conflito nos mercados e na economia global.
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"Um máximo histórico das ações não significa que os riscos tenham voltado ao nível em que se encontravam em janeiro; os investidores parecem apenas estar a subestimar o quanto o mundo está agora mais arriscado. O novo pico do S&P 500 sugere, à primeira vista, que os riscos diminuíram para um nível inferior ao que se verificava no final de fevereiro. No entanto, os investidores continuam a exigir um prémio de risco mais elevado agora do que naquela altura", explica Sebastian Boyd, estratega da Markets Live, à Bloomberg.
No setor tecnológico, os bons resultados da TSMC, que descreveu a procura por inteligência artificial (IA) como "extremamente robusta", não foram suficientes para contagiar os pares norte-americanos. Entre as Sete Magníficias, a Microsoft destacou-se, ao avançar 2,20%, enquanto a Nvidia - o maior cliente da empresa taiwanesa - cedeu 0,26%. Já as ações da Tesla caíram 0,78%, depois de ter sido noticiado que as vendas da Cybertruck têm sido impulsionadas por outras empresas de Elon Musk, incluindo a SpaceX.
Entre as principais movimentações de mercado, a Hims & Hers Health disparou 11,12% para 26,99 dólares, depois de o secretário norte-americano da Saúde, Robert F. Kennedy Jr., ter afirmado que o regulador pretende relaxar as restrições em alguns peptídeos - aminoácidos que atuam como mensageiros biológicos, sinalizando às células para realizar funções como produzir colágeno, regular o metabolismo e controlar o apetite, que têm ganho grande popularidade.
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