Wall Street fecha mista com Fed e "big tech" a roubar atenções
Os principais índices norte-americanos fecharam a sessão desta quarta-feira, 28 de janeiro, com uma maioria de valorizações, num dia histórico para o S&P 500, que ultrapassou os 7 mil pontos pela primeira vez. Uma recuperação das “big tech” continuou a impulsionar os índices bolsistas do lado de lá do Atlântico, com os investidores a virarem-se agora para a divulgação dos resultados da Meta, Microsoft e Tesla, conhecidos após o fecho. Do lado da política monetária, a Fed acabou por deixar as taxas diretoras inalteradas.
O “benchmark” S&P 500 cedeu 0,01%, para os 6.978,03 pontos, depois de ter tocado num novo máximo histórico de 7.002,28 pontos no arranque das negociações. Já o Nasdaq Composite subiu 0,17%, para os 23.857,45 pontos. O Dow Jones, por sua vez, valorizou 0,02% para os 49.015,60 pontos.
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O “boom” das cotadas ligadas à área da inteligência artificial (IA) continua a desafiar as preocupações quanto ao retorno dos avultados investimentos que as grandes tecnológicas têm feito nesta área. Nesta linha, qualquer indício de que as “big tech” planeiam gastar ainda mais do que o previsto no desenvolvimento da IA poderá pesar sobre as ações destas empresas mas acabar por impulsionar fabricantes de “chips” como a Nvidia, Broadcom ou a Micron Technology.
Chris Brigati, da SWBC, disse à Bloomberg que “as grandes empresas tecnológicas e o setor da IA continuam a crescer com uma força notável, e os investidores devem manter-se otimistas em relação ao crescimento a curto prazo, sem deixar de ser realistas quanto ao facto de que o ritmo atual acabará por abrandar”.
No que toca à política monetária, a Reserva Federal (Fed) norte-americana terminou a sua primeira reunião do ano sem mexer nos juros diretores, com a taxa dos fundos federais a manter-se num intervalo entre 3,5% e 3,75%. O comunicado do Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC) refere que houve 10 membros a favor da manutenção do atual nível da taxa de referência, ao passo que dois defenderam um corte de 25 pontos base. Ainda segundo o documento, a Fed sinaliza uma "estabilização" da taxa de desemprego e sublinha que a atividade económica tem estado a expandir-se a um ritmo "robusto". A decisão acabou por não ter grande efeito na negociação, já que esta decisão era esperada pelos mercados.
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Para já, os investidores viram atenções para os resultados da Tesla, Microsoft e Meta. Amanhã será vez da Apple divulgar resultados.
Entre os movimentos do mercado, a fabricante de semicondutores Texas Instruments pulou quase 10%, depois de ter apresentado uma previsão robusta para o primeiro trimestre deste ano. Já a farmacêutica Eli Lilly perdeu perto de 2%, depois de ter fechado um acordo no valor de mais de 1,1 mil milhões de dólares com a empresa alemã de biotecnologia Seamless Therapeutics para desenvolver terapias genéticas para perda auditiva.
Quanto às "big tech”, a Nvidia pulou 1,59%, a Meta caiu 0,63%, a Apple perdeu 0,71%, a Alphabet valorizou 0,38%, a Amazon recuou 0,68% e a Microsoft subiu 0,22%.
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