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Analistas: BCP vai beneficiar "com maior dimensão" do banco em Angola

Os analistas aplaudiram a solução apresentada pelo BCP para reduzir a exposição ao risco em Angola, que deverá reforçar os rácios de capital do banco. As acções já chegaram a subir 9%.

nuno amado BCP
nuno amado BCP Bruno Simão/Negócios
09 de Outubro de 2015 às 11:43

Depois do BPI foi o BCP a apresentar uma solução para reduzir a exposição ao risco em Angola. O BCP vai avançar com a fusão entre o Millennium Angola e o Banco Atlântico, uma operação que agradou aos analistas, que consideram que a instituição vai ganhar com a maior dimensão do banco após a fusão.

A fusão entre o Millennium Angola e o Banco Atlântico vai criar o terceiro maior banco angolano, bem como permitir ao banco liderado por Nuno Amado reforçar a sua solidez actual e ganhar folga no cumprimento das novas exigências de capital cuja definição está a ser concluída pelo Banco Central Europeu, reduzindo a sua exposição a Angola.

Para os analistas a solução encontrada pelo BCP para fazer face às novas exigências do BCE é "positiva" para o banco, na medida em que "ajuda os rácios de capital do BCP e reduz a potencial necessidade de capital para suportar a actividade angolana", explicam os analistas da Haitong.

Já o CaixaBI realça que "com a operação agora apresentada o BCP tenderá a beneficiar da maior dimensão do banco após a fusão (sendo relevante o aumento da quota média de mercado no crédito de 4% para 11%)".

O BCP detém 50,1% do Millennium Angola, uma participação que irá trocar por 20% da nova instituição. Ainda assim, o banco português espera manter em cerca de 20% a rentabilidade da operação.

O banco de investimento da CGD destaca ainda a "evidente complementaridade entre as duas operações, bem como a maior identificação do mercado local com a marca Atlântico".

"Por outro lado, o banco deixará de ter uma posição maioritária na sua operação em Angola (de 50,1% para cerca de 20%), o que traduz um risco necessariamente mais elevado e a perda do controlo efectivo da mesma, facto potencialmente mitigado pela estrutura de 'corporate governance' acima descrita", conclui o analista André Rodrigues, que avalia o banco com um preço-alvo de 14 cêntimos e uma recomendação de "comprar".

Steven Santos, gestor do BiG, destaca o "impacto positivo para os rácios de capital do BCP (estimando-se uma melhoria de 0,37% no rácio common equity tier 1)" e o facto de esta operação poder "maximizar a criação de valor nas operações angolanas, potenciando as oportunidades de crescimento através de sinergias".

Pela negativa o especialista nota que "os termos do negócio foram moderadamente desfavoráveis para o BCP, na medida em que os indicadores de rentabilidade do BMA (retorno por acção de 2013 situou-se em 14,5%) apresentam-se marginalmente superiores aos observados no Atlântico (retorno por acção de 2013 fixou-se em 13,3%)".

As acções do BCP seguem a subir 3% para 6,2 cêntimos por acção, mas já estiveram a disparar 9% para 6,54 cêntimos, com o banco a estender os fortes ganhos registados nas últimas sessões. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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