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BCP faz fusão do Millennium Angola com Atlântico

O Millennium Angola, controlado em 50,1% pelo BCP, e o Banco Atlântico vão avançar com uma fusão das suas operações, criando o terceiro maior banco em Angola. O grupo de Nuno Amado vai ficar com 20% da instituição, reduzindo a sua posição ao mercado angolano.

Bruno Simão/Negócios
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 08 de Outubro de 2015 às 17:36
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O BCP, que detém 50,1% do Millennium Angola, e a sociedade angolana Global Pactum, maior accionista do Banco Atlântico (com 72,35%), acordaram fazer a fusão das operações angolanas, criando o terceiro maior banco de Angola em activos e o segundo em crédito, com uma quota de 10%.

 

O banco liderado por Nuno Amado vai ficar com 20% da nova instituição, cuja criação está ainda "sujeita à aprovação em assembleia-geral do BMA e do Atlântico, bem como das entidades regulamentares", anunciou o BCP esta quinta-feira, 8 de Outubro, em comunicado publicado no site da CMVM.

 

O objectivo deste acordo é aumentar a capacidade de o BCP gerar valor em Angola, apesar do abrandamento da economia angolana e das limitações decorrentes da legislação europeia. Mas o banco reduz a sua exposição ao mercado angolano, pelo que a operação permite "um impacto positivo estimado de 37 pontos base no rácio de capital ‘common equity tier one’", de acordo com as regras em vigor.

 

"A junção das capacidades complementares do Banco Millennium Angola e do Atlântico potencia oportunidades de crescimento e maximiza a capacidade de criação de valor em Angola, possibilitando a manutenção da contribuição da actividade em Angola em níveis consentâneos com a ambição do Millennium bcp e retornos sobre o capital investido na ordem dos 20%, compensando o abrandamento da economia angolana face aos planos iniciais", justifica a instituição em comunicado.

 

Apesar de reduzir a sua posição accionista em Angola, o BCP assegura "um controlo e uma gestão eficazes dos riscos". Assim, o banco de Nuno Amado vai ficar com dois dos sete administradores executivos do novo banco e estes responsáveis terão "os pelouros de ‘risk office’ e do crédito", refere o comunicado. Um dos gestores indicados pelo BCP será o vice-presidente da comissão executiva.

 

"O memorando de entendimento prevê para a nova entidade um Conselho de Administração constituído por 15 membros, dos quais 5 nomeados pelo Millennium bcp, bem como uma Comissão Executiva de 7 membros, incluindo 2 indicados pelo Millennium bcp. O Millennium bcp indicará ainda um dos vice-presidentes do Conselho de Administração, o qual presidirá à Comissão de Riscos ou à Comissão de Auditoria, bem como um dos vice-presidentes da Comissão Executiva", adianta o mesmo documento.


(Notícia actualizada às 17h45)

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