As acções do Banco Comercial Português subiram 20% na semana. Desde a semana terminada em 10 de Fevereiro de 2012, não havia uma valorização tão expressiva - semanas antes de Nuno Amado assumir a liderança do banco privado.
Os títulos encerraram esta sexta-feira a disparar 4,83% para 6,29 cêntimos, recuperando das perdas sentidas em Setembro. A subida ocorreu um dia depois de anunciada a fusão entre o Millennium Angola e o Banco Atlântico.
O BCP, que detém 50,1% do Millennium Angola, e a sociedade angolana Global Pactum, maior accionista do Banco Atlântico (com 72,35%), acordaram fazer a fusão das operações angolanas, criando o terceiro maior banco de Angola em activos e o segundo em crédito, com uma quota de 10%. Uma operação que terá um impacto positivo no rácio de capital e que permite cumprir as novas exigências do Banco Central Europeu, reduzindo a exposição a Angola. Os analistas dizem que o banco pode beneficiar com esta decisão.
O ganho de sexta-feira ocorreu depois de uma queda próxima de 2% na quinta. Contudo, todo o resto da semana foi positivo para o banco sob o comando de Nuno Amado. Segunda houve, aliás, um avanço de 10%.
A semana foi marcada por uma forte pressão compradora, sendo que todas as sessões contaram com mais de 200 milhões de acções negociadas: a média semestral é de 256 milhões.
Na quarta-feira, o Negócios enunciou os motivos pelos quais o BCP estaria a marcar fortes valorizações, nomeadamente a saída dos especuladores (que apostam na queda dos títulos).
O BCP conseguiu subir 20% na semana, estando na linha da frente dos avanços em Lisboa, onde o PSI-20 ganhou 5,78%. O maior ganho foi, contudo, marcado pela Pharol, da qual o banco é accionista, detendo 6,2% do seu capital depois de executar um penhor sobre a Ongoing, o que também poderá ter tido influência na evolução da instituição financeira.
Na banca portuguesa, o BPI ganhou 11%, o Banif perdeu ligeiramente na semana.
É necessário recuar até à semana terminada em 10 de Fevereiro de 2012 para verificar um ganho semanal mais expressivo, neste caso, 25%. Na altura, todos os bancos estavam em forte alta.