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BCP negoceia abaixo de 3 cêntimos por acção

As acções do banco liderado por Nuno Amado estão em queda na bolsa de Lisboa, tendo já recuado para o valor mais baixo desde Setembro de 2012. O Negócios escreve na edição desta quarta-feira que BCP já está a consultar dados confidenciais do Novo Banco.

Pedro Elias/Negócios
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 01 de Junho de 2016 às 10:53
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As acções do Banco Comercial Português (BCP) estão a registar uma forte queda na bolsa de Lisboa. Os títulos do banco recuam 4% para 2,94 cêntimos, sendo que, durante esta manhã já perderam 4,65% para 2,92 cêntimos. Este é o valor mais baixo desde Setembro de 2012, altura em que os títulos tocaram nos 2,81 cêntimos.

O volume de acções transaccionadas é elevado: em menos de três horas de negociação já trocaram de mãos mais de 214 milhões de títulos (a média diária dos últimos seis meses é de 332 milhões de acções).

A queda do BCP tem lugar num dia em que o Negócios avança que o banco está a consultar dados confidenciais do Novo Banco. Assim sendo, o BCP entrou mesmo na corrida à compra do Novo Banco. O grupo de Nuno Amado é uma das instituições que está a passar a pente fino a informação detalhada sobre o banco de transição. Até ao final do mês, Banco de Portugal decide qual o modelo para a venda do Novo Banco.

Na apresentação dos resultados trimestrais do banco, Nuno Amado tinha já apontado que o banco poderia analisar a compra do Novo Banco. Mas que esta estaria dependente "de uma negociação entre o Estado e a DGComp [Direcção-geral da Concorrência europeia]". "Temos uma proibição de aquisição que pode ser levantada em circunstâncias excepcionais. Veremos qual a melhor solução", disse, na altura, o CEO do banco. 

Recorde-se que o BCP está proibido de fazer aquisições por ter recebido ajuda estatal. Este impedimento pode ser levantado mediante autorização expressa da DGComp, do ministro das Finanças e do Banco de Portugal.  

"É fundamental que quando o processo de venda do Novo Banco entrar numa fase mais decisiva tenha uma evolução diferente" da do ano passado. "Nós achamos que é fundamental para o sistema e para a economia que haja um maior número de concorrentes possível e ser possível ter algumas instituições portuguesas", defendeu ainda, na altura, o presidente do BCP.

Além disso, o Stoxx 600 para os bancos regista uma queda de 2,11%, com a maioria das instituições financeiras no vermelho. Em Lisboa, o BPI regista uma desvalorização de 1,03% para 1,153 euros.

(Notícia actualizada às 11:30 com informações relativas ao Stoxx 600 para banca e com a cotação do BPI)

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