Bolsa Bolsa chinesa controla pressão vendedora com intervenção pública

Bolsa chinesa controla pressão vendedora com intervenção pública

O Governo chinês interveio no mercado e a bolsa chinesa conseguiu conter as vendas. Mas foi mais um dia marcado por volatilidade na China. O Shanghai Composite acabou por cair 0,26%.
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Alexandra Machado 05 de janeiro de 2016 às 07:48

A China impediu maiores quedas no mercado de capitais esta terça-feira, 5 de Janeiro, com os fundos controlados pelo Estado a comprar títulos. Isto depois da queda no arranque do ano, na segunda-feira, de 7% na bolsa chinesa, que arrastou os mercados de todos o mundo. Esta terça-feira o dia começou positivo, mas a volatilidade acabou novamente por tomar conta do mercado, acabando o Shanghai Composite por cair 0,26%. Mas foi uma sessão marcada por altos e baixos. O índice CSI 300, que encerrou a subir 0,28%, variou entre um ganho de 1,4% e uma perda de 2,7%.


As perdas estenderam-se à Ásia. O MSCI Asia Pacific caiu 2,33% esta terça-feira, enquanto no Japão a sessão foi igualmente de quedas, com o Nikkei a desvalorizar 0,42% e o Topix 0,33%, naquela que foi a segunda sessão de perdas.


De acordo com a Bloomberg, que cita fontes anónimas, os fundos governamentais estiveram activos na compra. Além desta medida, também, segundo a mesma agência, o regulador do mercado de capitais terá pedido, verbalmente, às cotadas que a interdição, por seis meses, dos principais investidores venderem acções permaneceria válida para lá de 8 de Janeiro.


O que significa que mais uma vez o Governo chinês interveio no mercado para travar perdas maiores, isto depois de ter visto desaparecer mais de 500 milhões de euros na sessão de segunda-feira, que significou o pior arranque de um ano da bolsa chinesa.


A Bloomberg acrescenta que estas medidas além de poderem significar uma intervenção para sacudir um pouco a pressão vendedora na bolsa chinesa, também mostra a determinação das autoridades chinesas de darem ao mercado maior consistência.


"O mercado teve alguma ajuda dos fundos públicos o que poderá dar suporte ao mercado accionista no curto prazo", comentou Wang Sheng, analista do Jingzi Investment Management, citado pela Bloomberg.


A proibição dos grandes investidores de venderem as suas posições, introduzida em Julho, irá, assim, manter-se até que sejam introduzidas novas regras. E já há quem o tenha declarado. A principal controladora da Zhejiang Century Huatong já veio dizer que não tenciona colocar acções no mercado secundário no próximo ano. E também a Changshu Tianyin Electromechanical garantiu que os seus controladores não tencionam vender posições nos próximos nove meses. Este impedimento, aplicado desde 8 de Julho, aplica-se aos investidores com posições acima de 5% numa única companhia, assim como a directores e administradores das companhias. 




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