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Bolsa de Lisboa cai pelo quarto dia pressionada pela EDP

O índice da praça nacional acompanhou os recuos europeus esta terça-feira. A EDP penalizou a negociação em Lisboa mas a maior desvalorização foi protagonizada pela Impresa. A Mota e a Galp impediram maior queda.

Bloomberg
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 24 de Novembro de 2015 às 16:42
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A Bolsa de Lisboa não escapou esta terça-feira, 24 de Novembro, à tendência negativa que se sentiu nas praças bolsistas europeias. O índice PSI-20 resvalou 0,59% para 5.266,66 pontos. Já o índice europeu Stoxx Europe 600 cedeu 1,3%. 

 

Na Europa, o dia foi negativo após o abate de um avião russo por parte da Turquia, junto à fronteira com a Síria. Facto que trouxe preocupações para os investidores, nomeadamente para as empresas ligadas ao turismo, já castigadas pelos atentados em Paris.

 

Em Lisboa, o facto marcante foi a indicação de António Costa como primeiro-ministro, 51 dias depois das eleições legislativas. Conforme escreveu o Negócios, um Governo do PS, apoiado pelo BE, PCP e PEV, já está descontado pelos investidores – havia receios de uma quebra da rota de austeridade do Executivo anterior.

 

No fecho da sessão, e discordando do comportamento dos pares europeus, a Bolsa de Lisboa foi aliviando das perdas. Tinha chegado a cair perto de 2%, acabou a ceder 0,59%. Foi o quarto dia consecutivo de perdas. 

 

A EDP ditou a queda de Lisboa nesta terça-feira. A eléctrica recuou 2,74% para 3,198 euros, caindo pela segunda vez. No sector, a EDP Renováveis também perdeu 0,72% para 6,30 euros. Ainda no sector, a REN caiu 0,73 para 2,592 euros.

 

Ainda ligada à energia, a Galp contrariou a tendência e somou 1,04% para valer 9,739 euros. Os preços do petróleo estão a ganhar mais de 2,5% tanto em Londres como em Nova Iorque.

 

Impresa em mínimos de 2013

 

A Impresa marcou a maior queda na praça portuguesa, ao ceder 4,69% para 0,508 euros. A empresa tem vivido sessões negativas, tendo deslizado mais de 3% tanto na segunda como na sexta-feira. A cotada dona do Expresso e da SIC está a negociar em cotações inéditas desde Abril de 2013.

 

No lado negativo, também a Jerónimo Martins se destacou ao descer 1,27% para 12,83 euros. A Sonae perdeu 1% para 1,085 euros.

 

Em contraciclo esteve, além da Galp, a Mota-Engil, ao ganhar 2,61% para 2,126 euros. Ontem foi aprovada, em assembleia-geral, a saída da bolsa de Amesterdão no próximo dia 10 de Dezembro.

A Semapa e a Portucel ficaram em alta, depois de anunciaram dividendos. A primeira prevê um dividendo de 0,75 euros por acção, a segunda quer distribuir 0,1813 euros por acção em dois dividendos

 

 


(Notícia actualizada pelas 17h01 com mais informações)

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