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Bolsa nacional em alta à boleia da Nos e Jerónimo Martins

O principal índice da bolsa de Lisboa continua a negociar em terreno positivo, impulsionada pelas valorizações da Nos e da Jerónimo Martins. A Pharol soma mais de 6% e está em destaque também. As restantes praças europeias estão a negociar sem tendência definida.

Miguel Baltazar/Negócios
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 08 de Outubro de 2015 às 13:49
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A bolsa de Lisboa continua a negociar em terreno positivo, tal como pouco depois do início da sessão. O PSI-20 soma 0,26% para os 5.511,31 pontos, com 11 cotadas em alta, cinco em queda e duas inalteradas.

Os títulos da Nos e da Jerónimo Martins são dos que mais impulsionam a bolsa nacional. A operadora avança 2,03% para 7,40 euros. Já a Pharol dispara 6,56% para 39 cêntimos. A antiga PT-SGPS negoceia em terreno positivo há cinco sessões consecutivas, tendo ganho mais de 23% na sessão de ontem após a empresa ter anunciado que vai avançar com um programa de recompra de acções próprias de até 7,7% do seu capital.  

A retalhista Jerónimo Martins soma 1,07% para 12,745 euros. A Sonae desce 0,85% para 1,161 euros.


Em alta estão também os títulos da Mota-Engil, que avançam 2% para 2,142 euros. Ainda neste sector, a Teixeira Duarte desvaloriza 1,26% para 47,2 cêntimos.


Na banca, não se verifica uma tendência definida. O BCP recua 2,78% para 5,94 cêntimos. Já o BPI soma 0,53% para 1,128 euros. E o Banif segue inalterado nos 0,39 cêntimos.


Na energia, a Galp Energia soma 0,10% para 10,29 euros, isto numa altura em que os preços do petróleo estão também a subir nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, soma 0,58% para  51,63 dólares por barril. O banco de investimento francês, Société Générale, cortou as estimativas para o preço do petróleo, mas reviu em alta as projecções para as margens. E, por isso, melhorou as previsões de resultados da petrolífera nacional. Mas a avaliação foi cortada.

A REN cresce 0,58% para 2,77 euros. A REN, numa nota de análise a que o Negócios teve acesso, é considerada como a empresa ibérica de distribuição de energia preferida da Haitong (que comprou o BESI). A casa de investimento recomenda "comprar" acções desta cotada e avalia-a em 3,30 euros por acção.

A EDP cede 0,06% para 3,453 euros. Já a EDP Renováveis segue inalterada nos 6,28 euros.

Europa mista após dados das exportações alemãs

As principais praças do Velho Continente estão a negociar sem uma tendência definida. O principal índice italiano lidera os ganhos no Velho Continente, ao somar 0,51%, seguido do britânico Footsie, que cresce 0,38%. Em sentido contrário está o principal índice grego, que desce 1,36%, liderando as perdas entre as congéneres europeias. O espanhol IBEX 35 é o segundo índice que mais desce, recuando 0,39%. O Stoxx 600, índice de referência, cede 0,06%.

Este comportamento tem lugar numa altura em que os investidores tentam avaliar as implicações dos dados relativos às exportações alemãs. As exportações germânicas registaram, durante o mês de Agosto, a maior queda desde Janeiro de 2009. De acordo com os dados do gabinete de estatística, as vendas de bens e serviços ao exterior recuaram em 5,2% face ao mês anterior, quando os economistas contactados pela Bloomberg esperavam uma queda de apenas 0,9%.

Entre os principais sectores, as empresas de automóveis estão a ofuscar as perdas das operadoras de telecomunicações, segundo a Bloomberg. A Fiat avança 2,78% para 13,31 euros, a Volkswagen soma 1,97% para 106,05 euros, a BMW cresce 0,33% para 86,50 euros.

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