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Bolsa nacional em alta impulsionada pela Jerónimo Martins e EDP

O principal índice da praça de Lisboa inverteu a tendência e segue agora do lado dos ganhos, impulsionada pela Jerónimo Martins e pela EDP. No resto da Europa, o sentimento é igualmente de ganhos.

Miguel Baltazar/Negócios
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 23 de Setembro de 2015 às 09:59
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A bolsa nacional inverteu a tónica negativa do arranque da sessão e segue agora do lado dos ganhos, em linha com as restantes praças europeias. O PSI-20 soma 0,65% para os 5.043,78 pontos, com 15 empresas em terreno positivo, duas inalteradas e uma em queda.

No Velho Continente, o principal índice italiano lidera as valorizações ao somar 0,99%. O britânico Footsie é o segundo índice que mais avança ao somar 0,83%, seguido do germânico DAX, que cresce 0,75%.

A marcar o dia nos mercados bolsistas estão dados económicos da China. A actividade industrial recuou para o nível mais baixo desde Março de 2009, um indicador que aumenta os receios em torno da capacidade da economia em crescer. O índice PMI para a indústria caiu de 47,3 pontos, em Agosto, para 47,0 pontos em Setembro. Um valor que fica aquém das estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg e que apontavam para uma leitura média de 47,5 pontos. Além de continuar em queda, este indicador está num nível considerado de contracção, uma vez que as leituras abaixo dos 50 pontos revelam este cenário.

E se os dados económicos estão a contribuir para um aumento do receio entre investidores em relação à segunda maior economia do mundo, as palavras do presidente chinês, na visita aos EUA, estão também a contribuir para um aumento do desconforto entre os investidores. O presidente da China, Xi Jinping, afirmou, durante um discurso proferido nos EUA, que o mercado bolsista do país atingiu uma "fase de auto-recuperação e de auto-ajustamento." Estas palavras foram recebidas como um aviso.

Além disso, nas praças europeias o sector automóvel continua em destaque depois da construtora alemã Volkswagen ter admitido ter instalado um "dispositivo manipulador" de emissões de gases em meio milhão dos seus veículos a diesel (a gasóleo) produzidos desde 2009. O caso foi descoberto nos EUA, mas esta questão pode ter-se espalhado por mais países e os números foram, entretanto, actualizados pela própria empresa. Por esta altura as acções da Volkswagen somam 1,89% para 108,00 euros, isto depois em três dias ter perdido quase 38%. A BMW soma 0,63% para 80,40 euros, a Fiat soma 2,01% para 12,17 euros. Já a Renault recua 2,95% para 64,59 euros e a PSA Peugeot Citroën desvaloriza 4,33% para 13,245 euros.

Na bolsa nacional, destaque para os títulos da Jerónimo Martins e da EDP. A retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos aprecia 0,46% para 11,945 euros. A concorrente Sonae avança 1,31% para 1,082 euros.

Na energia, a EDP valoriza 0,69% para 3,05 euros e a EDP Renováveis cresce 0,70% para 5,884 euros. A Galp Energia sobe 0,45% para 8,901 euros, acompanhando a subida dos preços do petróleo. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, cresce 0,45% para 49,30 dólares por barril. A REN soma 0,53% para 2,662 euros.


Na banca, o BCP aprecia 0,62% para 4,9 cêntimos e o BPI cresce 0,99% para 91,9 cêntimos. O Banif valoriza 2,56% para 0,4 cêntimos.

A Nos cresce 0,39% para 7,133 euros. A Pharol soma 1,87% para 27,3 cêntimos.

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