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China cancela IPO e injecta liquidez após forte queda da bolsa

O índice de Shanghai caiu mais de 12% na última semana e entrou mesmo em "mercado urso". Desempenhos que levaram as autoridades do país a decretarem uma série de medidas, de modo a prevenirem uma continuação das fortes quedas. Ainda assim, os especialistas não acreditam que o efeito seja duradouro.

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China Unveils More Steps to Stop Stock Rout
André Tanque Jesus andrejesus@negocios.pt 05 de Julho de 2015 às 18:59
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A China suspendeu todas a ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla anglo-saxónica) e anunciou uma injecção de liquidez no mercado accionista. O objectivo é travar as fortes quedas que o índice de Shanghai tem registado e que já o levaram a entrar em "mercado urso". Os analistas não acreditam que o impacto destas medidas seja sustentável.

 

São 28 as empresas que suspenderam os seus IPO, após uma decisão do Conselho de Estado chinês - equivalente ao Conselho de Ministros em Portugal -, avançou no passado sábado, 4 de Julho, a revista Caijing, citada pela Bloomberg. Sem indicar até quando irá durar a suspensão, esta ficará a cargo da China Securities Regulatory Commission (CSRC), o regulador chinês para o mercado de capitais. As empresas que já tenham iniciado a fase de subscrição das acções terão de devolver o capital aos investidores esta segunda-feira, 6 de Julho.

 

Mas a CSRC anunciou também que um grupo de 21 intermediários financeiros irá investir, pelo menos, 120 mil milhões de yuans (cerca de 17 mil milhões de euros) num fundo de acções, de modo a travar as fortes quedas nas últimas sessões. Apenas na última semana, o índice de Shanghai acumulou uma queda de 12,07%, tendo mesmo entrado em "mercado urso" a 29 de Julho. Até à sessão de sexta-feira, 3 de Julho, o índice recuava 28,6% desde o máximo registado a 12 de Junho.

 

Além destas medidas, foi também anunciado que a Central Huijin Investment, uma unidade do fundo soberano chinês, comprou Exchange Traded Funds (ETF) recentemente. Isto depois de, a 29 de Junho, o ministro das Finanças chinês, Lou Jiwei, ter anunciado que o fundo de pensões nacional poderá passar a comprar acções. Adicionalmente, a CSRC avançou que deu início a investigações sobre as transacções das últimas sessões, devido à suspeita de manipulação do mercado.

 

Impacto poderá ser temporário

Apesar das diversas medidas anunciadas pelas autoridades chinesas, o impacto das mesmas poderá ficar muito aquém. "O mercado poderá mostrar uma reacção instintiva às medidas, logo ao início de segunda-feira", afirma Ronald Wan, citado pela Bloomberg. Contudo, o presidente-executivo da Partners Capital International em Hong Kong diz não estar certo "do quão sustentável irá ser. Quer sejam subidas ou descidas, serão devido às medidas e não por causa dos fundamentais do mercado".

 

Já Hao Hong aponta mesmo que os "120 mil milhões de yuans não vão durar nem uma hora neste mercado". O estratego de acções da Bocom International Holdings defende que "poderá beneficiar as grandes cotadas, mas o rebentar da bolha nas empresas pequenas e nas tecnológicas deverá continuar". 

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