PSI renova máximos de 2010 com impulso da energia. EDPR ganha 3,5%
As energéticas levaram o índice nacional a registar um dos melhores desempenhos da sessão europeia, em que as bolsas fecharam maioritariamente no vermelho.
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A bolsa de Lisboa contrariou as perdas da maioria das principais praças europeias e fechou em alta esta terça-feira, impulsionada pelos pesos pesados da energia, registando um dos melhores desempenhos a nível europeu.
O índice de referência nacional, o PSI, subiu 1,40% para 8.828,16 pontos, com 14 dos seus 16 títulos no verde, registando a terceira sessão consecutiva de ganhos e renovando máximos de mais de 16 anos.
As cotadas da energia foram decisivas para impulsionar o índice, com a EDP Renováveis a acelerar 3,45% e a EDP a subir 1,78% para 4,341 euros.
Já a Galp ganhou 1,68% para 16,95, depois de o JP Morgan ter elevado a recomendação da cotada para “overweight” face a neutral e revisto em alta significativa o preço alvo de 15 eurois para 19,95, citando as perspetivas de aumento de produção e redução dos custos.
As ações do petróleo e gás e das “utilities” estiveram entre as que mais ganharam esta terça-feira em termos setoriais na Europa.
Destaque ainda para os ganhos de 2,61% para 4.515 euros da Nos, e também para as valorizações de mais de 1% da Semapa, REN, Mota-Engil e CTT. Esta terça-feira, entraram em vigor os novos preços do serviço postal, que sobem 6,20% em média.
No vermelho, a Teixeira Duarte liderou as quedas, com uma desvalorização de 1,67% para 0,472 euros, um dia depois de se saber que a Dualis Capital vendeu dois terços da sua participação na construtora em apenas três meses.
A outra cotada a fechar no vermelho foi a Jerónimo Martins, embora com perdas menos expressivas. A retalhista perdeu 0,10% para 20,12 euros.
Título corrigido para indicar que o máximo do PSI atingido no fecho desta terça-feira é de 2010 e não de 2009.
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