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EUA estão há 109 meses a criar emprego e bolsas aplaudem com recordes

As bolsas norte-americanas encerraram em alta, impulsionadas pelo anúncio de que as contratações nos EUA se revelaram inesperadamente resilientes no mês passado. O S&P 500 e o Nasdaq atingiram novos máximos históricos.

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Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 01 de Novembro de 2019 às 20:10
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O Dow Jones fechou a somar 1,11% para 27.347,36 pontos, já muito perto do seu máximo de todos os tempos, marcado a 16 de julho nos 27.398,68 pontos. 

 

Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 avançou 0,97% para 3.066,91 pontos, um novo recorde de fecho, tendo durante a sessão marcado um novo máximo histórico – nos 3.066,95 pontos.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 1,13% para 8.386,39 pontos, tendo na negociação intradiária batido também o seu recorde de sempre (que tinha sido estabelecido a 26 de julho nos 8.339,64 pontos) ao tocar nos 8.386,75 pontos.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico estiveram a ser sustentadas pelos dados do emprego nos EUA, que mostraram que a economia contratou mais 128.000 pessoas em outubro – superando assim as estimativas que apontavam para mais 85.000 postos de trabalho.

 

São já 109 meses consecutivos de criação de emprego nos Estados Unidos, o que animou os mercados – já que esta inesperada resiliência do mercado de trabalho cria a expectativa de um maior consumo por parte das famílias.

 

O desemprego, por seu lado, manteve-se nos 3,6%, em linha com o previsto e em níveis que não se viam há 50 anos.

 

A leitura das contratações de setembro foi, por sua vez, revista em alta, passando de 136.000 para 180.000.

 

Com estes dados, diminuíram as apostas num novo corte de juros pela Reserva Federal ainda este ano.

 

Na passada quarta-feira, 30 de outubro, a Fed decidiu um novo corte de 25 pontos base dos juros e o mercado atribuía uma probabilidade de 15% de a taxa diretora voltar a descer na reunião de dezembro, mas agora, com os bons dados do emprego, esse cenário já não parece tão expectável.

Outra frente que sustentou as bolsas norte-americanas foi a comercial. Pequim e Washington sinalizaram esta sexta-feira progressos na primeira fase do potencial acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo, o que reforçou as subidas em Wall Street - e isto apesar de a Organização Mundial do Comércio (OMC) ter autorizado a China a impor sanções no valor de 3,6 mil milhões de dólares sobre produtos norte-americanos, no âmbito de uma disputa mais antiga.

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