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Euronext pretende aumentar receitas até 2022 apesar de incerteza externa

A agregadora de mercados de capitais na Europa e líder do setor na região, Euronext, pretende continuar a acelerar o seu crescimento. Até 2022 quer aumentar as receitas e a margem EBITDA, mas com um olho no cenário externo.

Tiago Sousa Dias
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 10 de Outubro de 2019 às 17:14
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As receitas da Euronext cresceram cerca de 60% entre 2014 e 2018 para 734 milhões de euros e a margem EBITDA subiu para 57% no ano passado, de 41,7% em 2014.

Para o período até 2022, Stéphane Boujnah, CEO da Euronext, afirmou que pretende que a receita cresça entre 2% e 3%, face ao valor de 2018, e que a margem EBITDA aumente até 60%.

"A Euronext vai continuar a estender o seu negócio em toda a cadeia de valores de mercados financeiros e consolidar a sua relação com o ecossistema financeiro pan-europeu", acrescentou Boujnah.

A nível do capex, a Euronext pretende usar entre 3 a 5% das receitas para investir nos negócios "core" e a política de distribuição de dividendos irá manter-se inalterada: Boujnah adiantou que a Euronext irá continuar a distribuir metade do lucro líquido pelos acionistas.

Até 2022, o foco da Euronext será "conectar as economias locais para acelerar o crescimento da inovação e da sustentabilidade".

Por enquanto, as metas de crescimento da empresa adaptaram-se às circunstâncias externas: a incerteza do crescimento global e a queda da confiança conduzida pela guerra comercial contínua entre os EUA e os parceiros comerciais tomaram conta do sentimento global dos mercados financeiros.

A Euronext surgiu no início deste século com a inclusão das bolsas de Paris, Bruxelas e Amesterdão. Dois anos depois, a bolsa de Lisboa e do Porto juntaram-se ao seu portefólio, bem como a bolsa de derivados londrina (a LIFFE).

Atualmente cobre a Bélgica, França, Holanda, Irlanda, Portugal e Reino Unido. Apesar da sua exposição no mercado britânico, Boujnah não acredita que o Brexit possa ter grande impacto.

"Estamos prontos (para o Brexit). Os nossos clientes estão prontos, a indústria está pronta. Somos só mais uma empresa que pode vir a sofrer, eventualmente, em alguns detalhes, mas do ponto de vista operacional estamos totalmente preparados para qualquer cenário", disse o líder da empresa.

*O jornalista viajou para Paris a convite da Euronext.

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