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Goldman Sachs vê potencial nas petrolíferas em 2021. Galp pode valorizar 16%

O banco de investimento norte-americano acredita que as petrolíferas europeias vão continuar a recuperar em 2021, beneficiando com a recuperação da economia e a melhoria dos resultados.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 05 de Janeiro de 2021 às 10:05
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Depois da "tempestade perfeita" em 2020, as petrolíferas europeias apresentam perspetivas mais favoráveis este ano.

 

O Goldman Sachs, numa nota de research a que o Negócios teve acesso, antevê um potencial de subida médio de 20% em 2021, com o setor a ser suportado pelo que denomina de "5R": recuperação macroeconómica; revisões positivas de estimativas de resultados; planos de reestruturação; retornos aos acionistas e redefinição dos modelos de negócio na adaptação às alterações climáticas.

 

O banco de investimento salienta que as cotadas europeias do setor já recuperaram 35% desde os mínimos de abril. "Estimamos que há ainda um potencial de 20% de valorização no setor das petrolíferas integradas à medida que prossegue a recuperação económica", referem os analistas do banco.

 

O Goldman Sachs selecionou cinco cotadas entre as preferidas no setor, atribuindo recomendações de compra a todas elas: BP, Repsol, Shell, Eni e Total.   

 

A BP é a favorita, pois está bem posicionada para entregar o pipeline mais forte de novos projetos de petróleo e gás, conseguindo gerar uma rentabilidade do "free cash flow" de 16%.

 

Para a Galp Energia o Goldman Sachs atribuiu uma recomendação "neutral", mantendo o preço-alvo de 10 euros por ação, o que incorpora um potencial de valorização de 16%.

 

Ainda no que diz respeito ao primeiro R da recuperação, o Goldman nota que o setor petrolífero, bem como o financeiro, tem sido dos mais beneficiados com a rotação de carteiras assim que surgiram as notícias positivas sobre as vacinas. Uma tendência que o banco espera que se mantenha em 2021.

 

No que diz respeito ao R das revisões, o banco diz que o início das melhorias nas estimativas de resultados vai acontecer este ano, com o Goldman Sachs a apontar já para previsões que se situam 15% acima do consenso.

 

"Apesar de termos noção que o quarto trimestre será mais um trimestre desafiante para o setor, acreditamos agora que a forte tendência de revisões negativas nos resultados das petrolíferas europeias que caracterizou 2020 vai ser revertida em 2021", refere o Goldman.

 

As estimativas do banco apontam para que o lucro ajustado da Galp Energia tenha descido 65% no quarto trimestre, para 65 milhões de euros, com os resultados operacionais a caírem 61% e o "cash flow" operacional a baixar 47%.

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