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Investidores celebram plano de Trump para acabar com a guerra e levam Wall Street ao verde

Apesar de o Irão ter rejeitado o plano da Casa Branca para alcançar um cessar-fogo, os investidores estão a olhar para este movimento como uma sinalização que Washington quer acabar com o conflito.

Wall Street
Wall Street Seth Wenig / AP
20:19

Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão desta quarta-feira em alta, animados pelas manobras diplomáticas de Washington para tentar pôr fim à guerra no Irão, que se encaminha para completar um mês. Na noite de quinta-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, apresentou um plano de 15 pontos para chegar a um cessar-fogo com o regime liderado por Ali Khamenei, numa altura em que o líder norte-americano tem sido pressionado por uma escalada dos preços da energia e pelo aumento flagrante dos custos da guerra. 

Neste contexto, o S&P 500 conseguiu encerrar a sessão com ganhos de 0,54% para 6.591,90 pontos, enquanto o industrial Dow Jones subiu 0,66% para 46.429,49 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 0,77% para 21.929,83 pontos. É uma inversão face à tendência do dia anterior, quando os três principais índices do país terminaram a negociação pintados de vermelho, sob pressão da subida dos preços da energia - nomeadamente do petróleo. 

Apesar de o Irão ter recusado o plano proposto por Donald Trump, os investidores estão a encarar este movimento de Washington como um sinal de que a Casa Branca está pronta para pôr um fim à guerra. A República Islâmica apresentou as suas próprias exigências para acabar com o conflito, que vão da soberania sobre o estreito de Ormuz até reembolsos pelos danos causados pela guerra, mas negou estar a negociar com os EUA qualquer cessar-fogo. A administração Trump contraria e diz que as conversações continuam. 

Neste momento, "o mercado não consegue deixar de ver o lado positivo, o que faz com que os preços do petróleo se mantenham baixos e sustenta as ações", escreve Michael O’Rourke, estratega da Jonestrading, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. "Embora não antecipemos uma escalada da tensão por parte dos EUA no futuro, ficaríamos também surpreendidos se houvesse uma resolução a curto prazo", acrescenta. 

As desvalorizações mais recentes em Wall Street, nomeadamente das grandes tecnológicas, levaram o Jefferies a afirmar que podemos estar perto de um "rally" nas ações norte-americanas, "assim que a poeira e a volatilidade acalmarem", cita a Bloomberg. O diretor de "trading" de um dos maiores bancos dos EUA afirma que as maiores empresas tecnológicas do país estão a negociar no valor mais baixo desde a crise financeira de 2008 quando comparado com o S&P 500. 

Entre os principais movimentos de mercado, a Arm Holdings viveu um dos seus melhores dias em bolsa, ao saltar 16,38% para 157,07 dólares, depois de a empresa que se dedicava ao desenho de semicondutores ter anunciado que vai começar a produzir e a vender os seus próprios "chips" de inteligência artificial. Já a Braze saltou quase 20% esta quarta-feira, após a empresa de software ter registado receitas de 205,2 milhões de dólares no último trimestre do ano passado - acima dos 198,2 milhões esperados pelo mercado. 

(Notícia atualizada às 20:23)

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