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Jerónimo Martins dispara 6% para máximos de dois anos após subida das receitas

A retalhista está a negociar no valor mais alto desde março de 2018, depois de ter revelado que as suas receitas aumentaram 7,5% em 2019, uma evolução mais positiva do que o esperado pelo mercado.

Lusa
Rita Faria afaria@negocios.pt 15 de Janeiro de 2020 às 08:58
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As ações da Jerónimo Martins estão a registar uma forte subida na bolsa portuguesa esta quarta-feira, 15 de janeiro, impulsionadas pelo aumento superior ao esperado das receitas no ano passado.

Os títulos da retalhista avançam 5,89% para 16,19 euros, depois de já terem disparado um máximo de 6,15% para 16,23 euros, o valor mais elevado desde março de 2018.

Esta é já a oitava sessão consecutiva de ganhos para a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos, que eleva para mais de 10% a subida acumulada em 2020.  

O grupo revelou ontem, após o fecho do mercado, que fechou o ano passado com receitas de 18,6 mil milhões de euros, o que traduz um aumento de 7,5% face ao ano anterior.

O LfL (vendas comparáveis) do conjunto do ano foi de 5,3%, abaixo do aumento de 6,9% referente ao quarto trimestre.

 

As vendas ficaram acima do esperado pelos analistas – os especialistas consultados pela Bloomberg antecipavam um total de 18,51 mil milhões – e foram suportadas sobretudo pela evolução do negócio na Polónia, onde a empresa opera sob a insígnia Biedronka, que viu as receitas crescerem 7,9% em euros, de 11.691 milhões, em 2018, para 12.621 milhões no ano passado.

Numa nota de análise publicada esta quarta-feira, os analistas do BPI referem que o aumento das vendas de 10% no quarto trimestre "ultrapassou as nossas expectativas e o consenso do mercado", e que 2020 deverá ser "um ano forte para a empresa".

A Wood Brokerage destaca que o LfL de 7,7% da Biedronka "foi o principal impulsionador" da performance positiva do grupo, que também beneficiou do aumento do LfL na Colômbia e "ligeiro aumento" das vendas em Portugal, como realça a analista Maria Mickiewicz, da Pekao Brokerage.


Em Portugal, o Pingo Doce viu as vendas aumentarem 2,9% para 3,9 mil milhões de euros, com o Lfl a fixar-se em 2,5%, enquanto no Recheio as vendas atingiram o marco dos mil milhões de euros, 2,7% acima do ano anterior. 

A Ara, na Colômbia, beneficiou da evolução mais positiva dos indicadores de consumo, segundo a Jerónimo Martins, o que lhe permitiu aumentar as vendas em 37,9%. Em euros, as vendas cresceram 30,8% para 784 milhões de euros.

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