Jerónimo tem mais “researchs”, mas Galp é a preferida
A retalhista é a empresa da bolsa portuguesa que recebe mais notas de investimento dos analistas. Já a Galp tem mais recomendações de "comprar".
A Jerónimo Martins foi a empresa que recebeu mais atenção dos analistas no último ano, com a cotada a ser alvo do maior número de “research”. Num ano recebeu 69 notas de análise, o que equivale a 10,5% do total. Ainda assim, foi a Galp a empresa com mais recomendações de “compra”.
“A Jerónimo Martins foi o emitente objecto de maior atenção dos analistas financeiros, seguida da EDP e da Portugal Telecom”, diz o relatório anual da actividade de supervisão da análise financeira, divulgado pela CMVM esta quinta-feira. No ano anterior a cotada que foi objecto de mais notas de análise foi a EDP Renováveis.
Apenas a retalhista recolheu 10,5% das 655 notas de análise analisadas em 2013. Em conjunto com a EDP e a PT, as recomendações para as três empresas “representaram 26,5% do total, o que atesta o elevado nível de concentração da cobertura dos analistas financeiros em empresas com maior dimensão e que integram o PSI-20”.
Galp tem mais recomendações de "comprar"
Apesar da dona da cadeia de supermercados Pingo Doce ter sido a empresa com mais “research”, é para a Galp que os analistas estão mais optimistas. Mais de 82% dos analistas que emitiram notas para a petrolífera recomendam “comprar” os títulos da companhia, enquanto apenas 17,6% têm uma recomendação de “manter”.
“A análise por empresa permite evidenciar o maior grau de optimismo dos analistas financeiros em alguns emitentes, em virtude de apresentarem uma proporção de recomendações de compra substancialmente superior à das de venda”, explica o documento da CMVM.
Galp, EDP Renováveis, Sonae e Jerónimo Martins são as empresas onde a proporção de recomendações de “comprar” é significativamente superior às avaliações que aconselham a venda dos títulos, “sendo que no caso das três primeiras empresas não foi emitida qualquer recomendação de venda”.
Já a Altri e o BCP são os títulos que recolhem maior pessimismo por parte dos intermediários financeiros. Mais de 58% dos analistas recomendam “vender” os títulos da papeleira, enquanto no caso do BCP esse número ronda os 50%.