Lisboa contraria ganhos robustos europeus sob pressão das energéticas
As principais praças europeias foram animadas pelo anúncio da reabertura do estreito de Ormuz à navegação comercial, embora permaneçam incertezas. O PSI acabou por ceder ao peso das energéticas do grupo EDP e da Galp.
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A bolsa de Lisboa fechou em baixa esta sexta-feira, contrariando os ganhos robustos das principais praças europeias, animadas pelo anúncio pelo Irão da reabertura do estreito de Ormuz à navegação comercial, embora permaneça ainda alguma incerteza sobre a aplicabilidade da medida.
O índice de referência nacional, o PSI, desceu 0,51% para 9.185,28 pontos, com apenas quatro dos seus 16 títulos no vermelho, cedendo ao peso das energéticas. O PSI acabou por fechar a semana com perdas de quase 3%, registando a primeira descida após três semanas de ganhos.
A Galp afundou 5,06% para 18,48 euros, liderando as quedas, pressionada pela queda abrupta do preço do petróleo no seguimento do anúncio iraniano.
As cotadas do grupo EDP também pressionaram o índice, com a casa-mãe a descer 2,39% para 4,412 euros e a subsidiária EDPR a cair 3,19% para 13,36 euros, no dia em que apresentaram os números de produção trimestrais.
A produção total de eletricidade da EDP aumentou 4% no primeiro trimestre de 2026 para 19 TWh, em linha com o aumento na produção eólica e solar, com as energias renováveis a representarem 91% da produção total.
As elétricas foram também visadas por notas de research esta sexta-feira. Enquanto o CaixaBank BPI vê grupo EDP a valorizar em bolsa, o Bank of America cortou recomendação da casa-mãe.
Em sentido contrário, as construtoras aceleraram com a melhoria das perspetivas económicas internacionais. A Mota-Engil subiu 5,94% para 5,045 euros, enquanto a Teixeira Duarte ganhou 4,42% para 0,446 euros.
Entre os pesos pesados, destaque para os ganhos do BCP. O único banco cotado na bolsa portuguesa valorizou 1,87% para 0,9026 euros.
O retalho também impediu que a bolsa registasse perdas mais acentuadas: a Jerónimo Martins subiu 1,24% para 21,24 euros e a Sonae ganhou 0,82% para 1,978 euros.
Fora do PSI, a Pharol subiu 2,60% para 0,079 euros, depois de os acionistas terem retirado a proposta de agrupamento de ações, mas aprovarem a desblindagem dos direitos de voto e a remoção do estatuto de SGPS.
Notícia atualizada