Lisboa segue perdas europeias. BCP e EDPR pressionam
A maioria das praças europeias sucumbiu ao novo bloqueio do estreito de Ormuz, desta feita pelos EUA, complicando ainda mais o tráfego na importante via marítima para o mercado de crude global, e o PSI não fo exceção.
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A bolsa de Lisboa fechou em baixa esta segunda-feira, numa sessão em que a maioria das praças europeias sucumbiu ao novo bloqueio do estreito de Ormuz, desta feita pelos EUA, complicando ainda mais o tráfego na importante via marítima para o mercado de crude global.
O índice de referência nacional, o PSI, desceu 1,04% para 9.359,51 pontos, com 14 dos seus 16 títulos no vermelho, fechando em baixa pela segunda sessão consecutiva.
As construtoras, fortemente expostas à conjuntura económica internacional, lideraram as perdas, com a Mota Engil a recuar 3,11% para 4,80 euros e a Teixeira Duarte a descer 4,00% para 0,432 euros. Destaque ainda para as perdas de mais de 2% dos CTT e da REN. Os correios perderam 2,37% para 6,60 euros, enquanto a empresa de redes elétricas desceu 2,42% para 3,83 euros.
Entre os pesos pesados, a EDP Renováveis e o BCP foram as cotadas que mais pressionaram, com a elétrica a perder 2,84% para 14,05 euros e o banco a ceder 1,55% para 0,887 euros. Esta segunda-feira, o Público escreve que a venda do Novo Banco ao grupo francês BPCE não altera os processos judiciais em curso relacionados com a sua anterior alienação ao fundo Lone Star, como o que foi interposto pelo BCP.
Em sentido contrário, a Galp Energia e a Jerónimo Martins foram as únicas ações a fechar no verde. A petrolífera subiu 1,19% para 19,95 euros, impulsionada por nova subida dos preços do petróleo, e a retalhista ganhou 1,25% para 21,10 euros. Esta segunda-feira, o Negócios noticiou que a Jerónimo Martins quase triplicou provisões para processos judiciais em 2025.