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Nasdaq em novos recordes com Apple na corrida aos dois biliões de dólares

As bolsas norte-americanas encerraram em alta, com o tecnológico Nasdaq a destacar-se uma vez mais nas subidas, tendo mesmo marcado um novo máximo histórico.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 23 de Junho de 2020 às 21:20
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O Dow Jones fechou a somar 0,50% para 26.156,10 pontos, e o Standard & Poor’s 500 avançou 0,43% para 3.131,29 pontos.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 0,74% para se fixar nos 10.131,37 pontos, tendo durante a sessão estabelecido um novo máximo de sempre nos 10.222 pontos.

 

A Apple voltou a ser uma das estrelas, brilhando com uma nova subida superior a 2%, para 366,53 dólares, na semana em que decorre a sua Conferência Mundial de Programadores (WorldWide Developers Conference – WWDC).

 

A empresa da maçã anunciou ontem uma remodelação do ecrã principal dos iPhones, um upgrade nos seus iPods, novidades no Mac, no Siri, na Apple Library e no Apple Watch, entre outras funcionalidades e arquitecturas.

 

Neste momento, a Apple está a apenas 20% de valer dois biliões de dólares, destaca a CNN Business.

 

Pelo menos sete analistas reviram em alta os seus preços-alvo para a tecnológica liderada por Tim Cook depois da apresentação das novidades de ontem na WWDC. Alguns colocam mesmo o price-target nos 400 dólares por ação (cerca de 10% acima do atual valor).

 

Hoje, a cotada elevou para perto de 25% a sua valorização no acumulado do ano, e a sua capitalização bolsista rondou os 1,6 biliões de dólares. É neste momento a empresa mais valiosa dos EUA e a segunda melhor cotada do Dow Jones em 2020 (apenas com a rival Microsoft à frente, que sobe 30% desde o início do ano e que vale neste momento cerca de 1,5 biliões de dólares).

 

Se as ações da Apple subirem mais 20%, a empresa atingirá um valor de mercado de dois biliões de dólares. Para lá chegar, o número mágico a que precisa de negociar é 461,89 dólares, sublinha a CNN.

 

Twitter e Trump medem forças

 

No setor tecnológico, o destaque nas quedas vai para o Twitter, que encerrou a perder 1,67% para 32,91 dólares por ação.

 

O Twitter, rede social de eleição de Donald Trump, aplicou hoje a bandeira vermelha a um tweet do chefe da Casa Branca – em que ameaçava com o uso de força –, considerando que este violava as políticas da plataforma de micromensagens.

 

Já em finais de maio o Twitter tinha aplicado um ‘fact check’ (verificação da veracidade) a dois tweets do presidente, por os considerar "potencialmente enganadores".

 

O Twitter pode fazer esta chamada de atenção a qualquer publicação feita na rede de micromensagens, usando para o efeito um destaque a azul no final do tweet.

O chefe da Casa Branca acusou o Twitter de censura, advertindo que se continuassem a verificar as suas mensagens naquela rede social, usaria o poder do governo federal para as travar ou até encerrar as suas atividades. E foi o que fez.

 

Nessa altura, mais propriamente a 28 de Maio, o presidente norte-americano assinou uma ordem executiva dirigida às empresas das redes sociais, que visa cortar-lhes poderes.

 

Donald Trump declarou, nessa altura, que esta decisão visava "defender a liberdade de expressão perante um dos maiores perigos com que esta se depara na História da América".

 

"Uns quantos monopólios das redes sociais controlam uma vasta porção de todas as comunicações públicas e privadas nos Estados Unidos", disse Trump. "Têm um poder ilimitado para censurar, restringir, editar, moldar, ocultar e alterar praticamente qualquer forma de comunicação entre os cidadãos e grandes audiências de opinião pública. Não podemos deixar que isso continue", acrescentou.

 

Agora, com esta nova ação do Twitter, o presidente dos EUA deverá voltar a pronunciar-se sobre o tema.

 

No entanto, os especialistas em Direito inquiridos há um mês pela CNN frisaram que as opções de Trump no sentido de limitar os poderes das redes sociais eram, de alguma forma, limitadas – o que fez com que as cotadas do setor mantivessem o fôlego.

 

Ainda assim, Trump acabou mesmo por assinar a ordem legislativa, exigindo nova regulamentação para que as proprietárias das redes sociais que pratiquem censura percam a sua proteção jurídica nos EUA.

 

Esta ordem testa os limites da autoridade da Casa Branca, já que visa reduzir o poder das grandes plataformas de ‘social media’ ao reinterpretar uma lei de 1996 (mais especificamente, a seção 230 do 'Communications Decency Act' - a Lei de Decência nas Comunicações) que protege os websites e empresas tecnológicas de processos em tribunal ligados aos conteúdos publicados por terceiros.

 

Os especialistas da área consultados pela CNN dizem que esta medida poderá ser inconstitucional, já que se arrisca a infringir os direitos das empresas privadas, constantes da Primeira Emenda (à Constituição dos EUA), e porque tenta contornar os dois outros ramos de governação.

 

"Trump está a ter roubar para si mesmo o poder dos tribunais e do Congresso", comentou no final de maio o senador democrata pelo Estado do Oregon, Ron Wyden.

 

O próprio presidente reconheceu os desafios legais desta ordem executiva, tendo dito que esta seria, provavelmente, contestada em tribunal.

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