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Nasdaq volta a brilhar e a culpa foi duma nota de "research"

Um "research" animador para as tecnológicas sustentou as bolsas norte-americanas. Nasdaq e S&P500 tocaram máximos históricos pela quarta sessão consecutiva.

Reuters
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 29 de Agosto de 2018 às 21:16
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As bolsas norte-americanas seguem imparáveis, coleccionando máximos atrás de máximos. Depois do efeito positivo do acordo comercial entre os Estados Unidos e o México, esta quarta-feira foi o sector tecnológico que esteve em grande destaque, beneficiando sobretudo com uma nota de "research" do Morgan Stanley.

 

O Nasdaq valorizou 0,99% para 8.109,68 pontos, tendo fixado um novo máximo histórico. O S&P500 também atingiu um novo recorde, tendo fechado a sessão a subir 0,57% para 2.914,04. Quanto ao Dow Jones, fechou a subir 0,23% para 26.124,57 pontos.

 

O S&P500 e o Nasdaq estão a fixar máximos históricos há quatro sessões seguidas. O primeiro ganha 9% este ano e o Nasdaq soma 17,4%.

 

As tecnológicas têm sido as grandes vencedoras do ano em Wall Street e hoje repetiu-se a tendência. Tudo porque o Morgan Stanley subiu a avaliação das acções da Amazon.com e da Alphabet, o que acentuou o movimento positivo dos investidores em redor das tecnológicas.

 

A retalhista online avançou 3,38% para 1.998,1 dólares e a dona da Google subiu 1,51%. Foi contudo a Apple que mais impulsionou o mercado, com as acções da fabricante do iPhone a valorizarem 1,49% para 222,98 dólares, tendo ao longo da sessão fixado um novo máximo histórico. A Apple está agora avaliada no mercado em 1,07 biliões de dólares.

 

Na frente das tarifas comerciais as notícias também são animadoras, já que o Canadá iniciou negociações formais para aderir ao acordo de comércio livre que foi assinado entre os EUA e o México.  

 

O primeiro-ministro canadiano afirmou hoje que decorrem "conversações muito precisas" com os Estados Unidos sobre a revisão do Tratado de Comércio Livre da América do Norte e que é possível chegar a "um bom acordo até sexta-feira".

 

Por outro lado, os investidores continuam a avaliar os progressos na relação entre os Estados Unidos e a China, antes de entrar em vigor, no final de Setembro, a próxima vaga de tarifas norte-americanas sobre 200 mil milhões de dólares de bens da China.

 

"Os investidores vão continuar concentrados nas negociações com o Canadá, e o entusiasmo vai continuar até termos notícias concretas sobre se os dois países chegam ou não a um acordo", afirma Peter Cardillo, economista-chefe da Spartan Capital Securities em Nova Iorque.

A influenciar o mercado estiveram ainda os dados revelados esta quarta-feira pelo Departamento do Comércio que mostram que a economia norte-americana cresceu 4,2% no segundo trimestre, quando a primeira leitura apontava para uma subida do PIB de 4,1%. 

 

Do lado das descidas, destacou-se a Dick's Sporting Goods, que caiu 2,1%, depois de ter anunciado que as vendas comparáveis desceram mais do que o esperado.

 

A reagir aos resultados está também a Shoe Carnival, que disparou 13,09%, depois de ter superado as estimativas de lucros.

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