Bolsa O alívio no setor tecnológico que devolveu o fôlego a Wall Street

O alívio no setor tecnológico que devolveu o fôlego a Wall Street

As bolsas do outro lado do Atlântico recuperaram terreno, depois de ontem à noite o presidente norte-americano ter aludido à possibilidade de se incluir a tecnológica chinesa Huawei num acordo comercial entre Washington e Pequim.
O alívio no setor tecnológico que devolveu o fôlego a Wall Street
Reuters
Carla Pedro 24 de maio de 2019 às 21:02

O Standard & Poor’s 500 fechou a somar 0,14% para 2.826,10 pontos e o Dow Jones avançou 0,37% para 25.585,69 pontos.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite ganhou 0,11% para 7.637,01 pontos.

 

Os principais índices bolsistas dos EUA conseguiram assim recuperar das quedas das últimas sessões e encerraram em terreno positivo esta sexta-feira, embora sem grandes euforias.

 

Depois de várias sessões em que o setor tecnológico foi especialmente castigado, após os EUA terem "disparado" sobre as empresas chinesas deste ramo, o dia de hoje foi de alívio.

 

Mas vamos por partes. Na segunda-feira, as bolsas negociaram em baixa devido ao corte de relações com a chinesa Huawei por parte das suas fornecedoras norte-americanas – isto depois de Donald Trump ter decidido na semana passada proibir as exportações de produtos tecnológicos norte-americanos para determinadas empresas consideradas de "risco", tendo em vista nomeadamente a Huawei.

 

Depois de a Google ter anunciado que ia suspender os negócios com a Huawei, não demorou muito até outras fabricantes dos EUA seguirem os mesmos passos, no âmbito da ordem executiva da Administração Trump de proibir as empresas norte-americanas de fornecerem aquela empresa chinesa (e outras) sem uma licença do governo dos Estados Unidos. Esta decisão penalizou fortemente o setor tecnológico em bolsa.

 

O Departamento do Comércio dos Estados Unidos anunciou entretanto na terça-feira que iria conceder um prazo de três meses para que as empresas norte-americanas continuem a negociar com a Huawei, permitindo-lhes manter, para já, as redes e equipamentos existentes, bem como as atualizações de software – e foi este anúncio que fez virar o sentimento dos investidores depois das quedas em Wall Street no arranque da semana.

 

Mas foi sol de pouca dura, pois na quarta-feira foi avançado que o governo dos Estados Unidos estaria a ponderar aplicar restrições semelhantes a mais cinco tecnológicas chinesas, entre as quais a fabricante de equipamentos de videovigilância Hikvision, o que deverá agravar ainda mais as tensões entre os dois países.

 

Na quinta-feira à noite, já depois do fecho de Wall Street, Trump disse que o destino da chinesa Huawei pode ser discutido no contexto das relações comerciais com Pequim, o que levou a que as bolsas recuperassem hoje.

 

Também as cotadas do setor da energia regressaram aos ganhos, depois de ontem terem afundado com a queda dos preços do petróleo – à conta do aumento inesperado das reservas norte-americanas de crude na semana passada.




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