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Petrolíferas e defesa dão novo máximo ao Dow Jones após ataque dos EUA à Venezuela

A possibilidade dos EUA voltarem a operar em força na Venezuela através da extração de crude foi o suficiente para animar as petrolíferas norte-americanas. As ações de defesa também beneficiaram com a intervenção, num dia em que a banca conheceu novos máximos.

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wall street bolsa mercados traders Peter Morgan/AP
05 de Janeiro de 2026 às 21:17

O aumento das tensões geopolíticas mundiais, com a intervenção dos EUA na Venezuela e a captura do Presidente Nicolás Maduro, não abalaram o apetite pelo risco dos investidores e até acabaram por impulsionar o índice Dow Jones para novos máximos. Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão desta segunda-feira em alta, , com o setor petrolífero e da defesa, em conjunto com uma recuperação das tecnológicas, a dar força às ações do país

O S&P 500 acelerou 0,64% para 6.902,05 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite ganhou 0,69% para 23.395,82 pontos e o industrial Dow Jones atingiu um novo máximo, saltando 1,23% para 48.977,18 pontos e tocando, pela primeira vez, nos 49.209,95 pontos. Os três índices viveram uma sessão bastante volátil na sexta-feira, encerrando a negociação divididos entre ganhos e perdas, num dia em que o volume negociado foi reduzido e os investidores aproveitaram para reajustar posições.

As petrolíferas foram o grande destaque da negociação, com os  por parte das empresas dos EUA. A Chevron, que já lá opera através de uma licença especial concedida pela administração Trump, disparou 5,10% e o movimento foi acompanhado pela Exxon, que ganhou 2,21%.

A Halliburton e a SLB, que prestam apoio às empresas do setor, nomeadamente de extração, aceleraram 7,84% e 8,96%, respetivamente, enquanto outras empresas de refinação como a Phillips 66, Marathon Petroleum, Valero Energy e PBF Energy subiram entre 3% e 9%. Os , apesar de até terem chegado a recuar durante a madrugada. 

"As ações do setor energético beneficiaram da expectativa de que o presidente Trump pretende enviar [as petrolíferas] para fazer mais investimentos na Venezuela e, em última análise, ganhar mais dinheiro para si próprias", explica Rob Haworth, estratega sénior de investimentos da U.S. Bank Wealth Management, à Reuters. "A ausência de tropas permanentes no terreno significa que os mercados acionistas em geral podem deixar de lado o que poderia ter sido o receio de um envolvimento prolongado", acrescenta.

A Venezuela tem as maiores reservas do mundo de petróleo - cerca de 303 mil milhões de barris, a grande maioria presente na região de Orinoco. No entanto, a capacidade de refinação do país está longe do pico atingido nos anos 1970, com apenas um terço da produção a ser feita atualmente, muito devido à falta de investimento, problemas na gestão do setor e ainda as sanções impostas pelos EUA. 

O setor da defesa também "celebrou" a intervenção militar, atingindo novos máximos, com a Lockheed Martin a acelerar 2,93% e a General Dynamics a ganhar 3,57%. No domingo, um dia após o ataque, o Presidente norte-americano afirmou que um segundo ataque seria possível caso os membros restantes da atual administração venezuelana não cooperassem com Washington. No entanto, a Presidente interina entretanto nomeada, Delcy Rodriguez, já veio "convidar o Governo dos EUA para trabalhar juntos numa agenda de cooperação". 

Fora do conflito geopolítico, a sessão desta segunda-feira entregou novos máximos históricos ao Goldman Sachs e ao JPMorgan Chase, com os dois bancos a subirem 3,73% e 2,63%, respetivamente. Tal como é habitual, a banca dá início à época de resultados dos EUA já na próxima semana e os investidores antecipam mais um trimestre positivo, com os analistas a apontarem para um crescimento de 6,7% dos lucros no setor. 

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