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Powell leva Dow ao clube dos 33 mil

As bolsas norte-americanas encerraram em alta, animadas pelo facto de a Fed ter uma vez mais sinalizado que não deverá subir os juros diretores antes de 2023. O grande receio dos investidores era de que o banco central estivesse a ponderar subi-los antes do previsto, pelo que a mensagem de hoje os tranquilizou. O Dow chegou pela primeira vez ao patamar dos 33.000 pontos.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 17 de Março de 2021 às 20:20
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O Dow Jones fechou a somar 0,58%, para se fixar nos 33.015,37 pontos, o que constituiu um recorde de fecho. Durante a sessão atingiu um novo máximo histórico nos 33.047,58 pontos. Foi a primeira vez que pisou o território dos 33.000 pontos.

 

Já o Standard & Poor’s 500 avançou 0,29% para se fixar nos 3.974,12 pontos, um valor nunca antes alcançado no fecho. Também fixou um novo recorde na negociação intradiária, ao tocar nos 3.983,87 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 0,40%, para se estabelecer nos 13.525,20 pontos.

 

A contribuir para o movimento positivo esteve o compromisso, por parte da Reserva Federal norte-americana, de manter a taxa dos fundos federais (taxa diretora) em mínimos históricos (entre 0% e 0,25%) até, pelo menos, 2023.

 

Com a recente subida das "yields" da dívida pública, devido aos receios de pressões inflacionistas decorrentes do pacote de estímulos da Administração Biden, estava a crescer o receio de que a Fed pudesse elevar os juros diretores mais cedo do que pensado, pelo que a mensagem de hoje ajudou a tranquilizar os investidores.

 

"Jerome Powell disse duas palavras e as bolsas dispararam", refere a CNN Business, referindo-se ao "not yet" dito pelo presidente da Fed.

 

Com efeito, os índices estavam a subir ligeiramente (o Nasdaq até estava no vermelho) e o movimento acentuou-se assim que Powell, na conferência de imprensa após a reunião da Fed, ter dito que "ainda não" era altura de o banco central desacelerar as suas compras de ativos, que têm apoiado o mercado da dívida, mantido as ‘yields’ mais baixas (porque a aposta nas obrigações faz descer os juros), a dívida mais barata e os lucros empresariais mais altos.

 

"Esse ciclo, que dura há um ano, catapultou o mercado acionista para recordes", sublinha a CNN.

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