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PSI-20 e BCP descem juntos a mínimos de maio em dia de vermelho carregado nas bolsas

A bolsa nacional alinhou na tendência negativa que pesa um pouco por todo o continente europeu. O BCP e a Galp são as grandes do índice que empurram com mais força para o vermelho.

A bolsa portuguesa tem sido incapaz de atrair novas empresas para o mercado de capitais português.
Miguel Baltazar
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 21 de Setembro de 2020 às 16:45
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A bolsa nacional fechou em queda, com o principal índice, o PSI-20, a deslizar 2,22% para os 4.158,14 pontos. Esta é a terceira sessão consecutiva em que o índice nacional resvala para o vermelho, e chegou mesmo a descer 2,43% para os 4.149,13 pontos, tocando um mínimo de 20 de maio.

Lá fora, o cenário é idêntico, com a larga maioria das praças europeias a superar a fasquia dos 3% nas perdas. As cotadas da banca lideram as perdas num dia em que são noticiadas suspeitas de fraude da parte de várias instituições do setor, mas a tendência negativa é comum a todos os setores, numa altura em que a segunda vaga de coronavírus relança preocupações entre os investidores.

Por cá, todas as cotadas se pintaram de vermelho exceto uma, a Sonae Capital, que se manteve inalterada, amparada pela OPA da família Azevedo. Mais de metade das cotadas perdeu acima dos 2% e três desceram mesmo mais de 5%.

O banco BCP foi o peso pesado que se destacou em terreno negativo, contando uma quebra de 4,08% para os 8,70 cêntimos. O banco liderado por Miguel Maya chegou a ceder 5,07% para os 8,61 cêntimos durante a sessão, recuando a mínimos de 14 de maio, na maior queda em quase três meses.

Esta segunda-feira, o setor da banca segue pressionado a nível internacional depois de terem sido divulgados os ficheiros FinCEN, do Tesouro dos Estados Unidos, ao consórcio internacional de jornalismo de investigação (ICIJ), que mostra práticas suspeitas de fraude por parte de vários bancos em todo o mundo.

Olhando de novo às quedas no PSI-20, a Galp seguiu no encalço do BCP, ao perder 3,21% para os 8,43 euros. Ficou desta muito perto do mínimo de 8,42% que atingiu durante a sessão, e que marca um nível tão baixo para a cotada como não há registo desde 23 de março. 

A petrolífera segue as pisadas da matéria-prima, que hoje se dirige em força para o terreno negativo, com os barris de Brent e West Texas Intermediate, negociados em Londres e Nova Iorque, respetivamente, a deslizarem em torno de 5%. Este recuo verifica-se depois de a Líbia ter retomado algum volume de produção, numa altura em que as restrições que serão impostas face à segunda vaga de coronavírus reavivam receios de quebras na procura por petróleo. 

Já a Altri impôs-se com a maior desvalorização entre as "irmãs" do índice, descendo 5,90% para os 3,99 euros. Também no setor do papel, a Navigator caiu 3,46% para os 2,23 euros e a Semapa recuou 2,86% para os 7,81 euros. 

(Notícia atualizada às 17:04)

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